Neste domingo de segundo turno das eleições, eleitores soteropolitanos enfrentam dificuldades para se deslocar até os locais de votação. Apesar da medida de tarifa zero decretada para facilitar o acesso às urnas, a escassez de coletivos e o longo tempo de espera nos pontos de ônibus voltaram a ser alvo de reclamações em diversos bairros da capital baiana.
O cenário de gargalo na mobilidade foi criticado pelo vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), que aponta falhas estruturais no modelo de transporte da cidade. Segundo o parlamentar, a diminuição da frota e a extinção de linhas periféricas criam um problema crônico que atinge diretamente a população.
Vasconcelos destacou que a redução de passageiros provocada pelo sucateamento do serviço é usada como justificativa para sucessivos pedidos de repasse financeiro por parte das concessionárias operadoras do sistema:
“E exatamente pela falta de passageiros, os empresários dizem que aumenta o déficit e vai pedir dinheiro à prefeitura. Esse ciclo vicioso precisa acabar. Nós precisamos encontrar caminhos para solucionar o problema. Chega de ficar apenas reclamando.”, disse o secretário Augusto Vasconcelos, em vídeo na rede social.
O secretário ainda lembrou que o transporte público é direito e garante inclusão social. O parlamentar defende que a garantia do transporte no dia do pleito e no cotidiano da cidade precisa ser encarada sob a ótica dos direitos fundamentais e do acesso à cidadania, indo além de subsídios pontuais ou revisões de tarifa.”O debate sobre o transporte público e a tarifa zero deve ser tratado como um projeto estratégico de inclusão social, sustentabilidade e desenvolvimento urbano. Precisamos debater o transporte como um direito, não como mero serviço.”, disse Augusto Vasconcelos.
Enquanto a votação segue até o encerramento dos portões às 17h, moradores cobram reforço emergencial na frota das linhas do subúrbio e das áreas periféricas para assegurar o direito de voto a todos os cidadãos.
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