Na tarde de hoje (26.05), deputados da base governista e da oposição aprovaram, na Assembleia Legislativa da Bahia, a indicação do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Com a presença de tantos parlamentares — praticamente reunindo as 60 assinaturas de apoio que o tornou candidato único ao cargo. Dos 59 deputados presentes, três, que estavam em audiência com o governador Jerônimo Rodrigues fizeram questão de declarar os votos: Jusmari Oliveira, Neusa Cadore e Felipe Duarte.
Com a maior votação de um candidato ao cargo de conselheiro dos tribunais de contas – TCM e TCE, Adolfo, com os olhos marejados e voz embargada, agradeceu emocionado ao apoio de seus pares.
“Passaram da condição de amigos e amigas e, hoje, são meus irmãos e minhas irmãs. Os que eles fizeram comigo nas três eleições à presidência e, agora, nesta escolha para o Tribunal de Contas dos Municípios, são gestos de suprema distinção. E eu sei, conhecendo a natureza desta Casa e a metafísica que domina o pensamento de cada parlamentar, que isto é para poucos”, agradeceu, em lágrimas, Adolfo Menezes.
No discurso, Menezes citou o poeta Fernando Pessoa ao dizer que compreendeu, em 20 anos de atuação parlamentar, a “dupla existência da verdade”. “No seu ‘Livro do Desassossego’, Pessoa conta que encontrou, separadamente, dois amigos que se haviam zangado. E que cada um contou o seu motivo pela zanga. E que cada um contava a verdade. Ao final, o poeta conclui que ambos tinham razão. Foi isso que aprendi nestes anos de vida nesta Casa do contraditório, e onde todos têm razão”, disse Adolfo Menezes, brincando com a “dupla verdade” de seus líderes da oposição, Sandro Régis (depois, Tiago Correia); e da situação, Rosemberg Pinto.
Agora somente dependendo do governador Jerônimo Rodrigues para a sua nomeação ao TCM, Adolfo Menezes, filho de Campo Formoso, rememorou a sua chegada à Assembleia. “Cheguei a esta casa, eleito como deputado estadual no pleito de 2006. Oito anos antes, nossa família viveu um momento muito triste, e que até hoje me causa muita dor. Em 1998, meu irmão Herculano Menezes foi reeleito deputado estadual, mas não chegou a tomar posse, falecendo em 23 de dezembro. Uma tragédia que marcou nossas vidas para sempre. Nas eleições de 2002, nosso pai, Pedro Gonzaga de Menezes, nos disse que o legado de Herculano não poderia ser abandonado. Em 2006, com a força do povo de Campo Formoso e de centenas de municípios, fui eleito deputado estadual para o meu primeiro mandato, de 2007 a 2011 e, depois, sucessivamente, reeleito até os dias de hoje”.
O futuro conselheiro do TCM agradeceu, em primeiro lugar, a Deus; aos eleitores que o conduziram durante cinco eleições sucessivas para a ALBA; aos prefeitos, vereadores e lideranças dos municípios; ao governador Jerônimo Rodrigues e aos ex- governadores Jaques Wagner e Rui Costa; ao senador Otto Alencar; à esposa Denise, aos filhos Arthur e Carol; às irmãs Rose e Hildinha, e à mãe, Detinha.
Fotos: Sandra Travassos/ALBA
