Petrobras anuncia negociação com Mubadala

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Adriano Villela

Proposta defendida por membros do governo federal como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a recompra de ativos da Petrobras privatizados em governos passados vai começar pela refinaria Mataripe. Nesta sexta-feira (22), a petrolífera estatal divulgou nota confirmando o início das tratativas com o fundo Mubadala, que adquiriu a antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam) em 2021.

Se for concretizado, o negócio envolve uma participação da companhia controlada pela União na refinaria baiana e não a totalidade do equipamento. A Petrobras também pode comprar uma parte da biorefinaria planejada pelo fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos. Este empreendimento, orçado em R$ 12 bilhões e com prazo de 10 anos, foi anunciado no começo do ano, durante viagem do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues aos Emirados Árabes Unidos.

Além da Rlam, estão atualmente sob gestão privada a Reman, no Amazonas, e a paranaense Six. A Lubnor, no Ceará, foi negociada, mas a Petrobras busca anular a transação alegando descumprimento contratual.

Embora com memorando assinado no âmbito da biorefinaria, a conversa em torno da Mataripe não será das mais fáceis. A Acelen, junto com outras empresas do setor, acionaram a Petrobras no Cade alegando preços que prejudicam a concorrência no fornecimento do óleo bruto pela estatal. Já grupos ligados à Petrobras contestam a venda da Rlam por considerar que a venda teve preço pela metade do valor da planta industrial.

A Federação Única dos Petroleiros, por exemplo, soltou nota comemorando a possibilidade de recompra, ainda que parcial. “Muitos trabalhadores sofreram profundamente com a privatização da Rlam”, declarou o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar. “É a Petrobras voltando para onde tudo começou.”

Foto: Agência Petrobras

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