O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Rosemberg Pinto (PT), afirmou que as novas informações sobre o escândalo do Banco Master colocam, mais uma vez, o nome de ACM Neto (União Brasil) no centro de relações financeiras com empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro. Para o parlamentar, a proposta de delação do ex-dono da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, amplia a dimensão das conexões que já haviam sido reveladas.
Segundo informações divulgadas pelo UOL e pelo Poder360, Neto, além de ter recebido R$ 3,6 milhões do Master e da Reag por meio de sua empresa de consultoria, mantinha um fundo exclusivo administrado pela Reag. Por meio dele, cerca de R$ 4,8 milhões foram aplicados no fundo Structure, lastreado em empréstimos consignados originados pelo Banco Master.
Os dados apontam que o fundo de Neto chegou a acumular R$ 11,94 milhões, após aportes de R$ 7,92 milhões, o que representaria um ganho de aproximadamente R$ 4 milhões. Quase 99% do patrimônio teria ficado concentrado em papéis ligados ao Master, enquanto as aplicações prosseguiram até julho de 2025, mesmo depois das operações policiais envolvendo o banco e a Reag.
“É mais uma informação que reforça a proximidade de ACM Neto com o grupo de Daniel Vorcaro e mostra que essa relação não se limitava a uma prestação de serviços”, avaliou Rosemberg. O deputado destacou que os fatos precisam ser esclarecidos pelas autoridades competentes, especialmente diante das investigações que envolvem o Master e empresas do seu entorno.
Para o líder governista, o caso também ganha relevância diante do crescimento patrimonial declarado por Neto ao Tribunal Superior Eleitoral. “Não cabe a nós fazer acusações, mas é preciso que tudo seja explicado com transparência. Quando surgem novas informações ligando um candidato a um dos maiores escândalos financeiros do país, a sociedade tem o direito de saber qual era a natureza dessas operações e de onde vieram os ganhos”, afirmou.
foto Divulgação Rosemberg Pinto
