Depois de diversas denúncias e sucessivas decisões judiciais, a Justiça do Trabalho proferiu neste domingo, 26 de abril, nova decisão sobre o processo eleitoral do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA). O despacho determina a anulação do processo eleitoral, o afastamento imediato da atual diretoria e reconhece a inelegibilidade de seus integrantes.
A Justiça declarou inválida a formação da comissão eleitoral, anulou os atos praticados a partir dela e determinou a reconstrução da lista de votantes, considerada irregular para fins de eleição sindical. Segundo as denúncias, a relação usada no pleito incluiu cerca de 630 nomes, excluiu mais de mil médicos e apresentou registros vinculados a pessoas que não são médicas e a médicos já falecidos.
A decisão também validou a rejeição das contas da diretoria em assembleia de 2 de março. Entre os pontos questionados estão aproximadamente R$ 919 mil destinados ao pagamento de salários a dirigentes, valor que não inclui jetons (pagamentos extras feitos pela participação em reuniões), ajudas de custo e diárias. Também há denúncias de empréstimos feitos com recursos do sindicato a integrantes da gestão, sem aprovação em assembleia.
Com a decisão, o Conselho Fiscal deverá convocar, em até cinco dias, uma assembleia para eleger uma comissão provisória, responsável por administrar temporariamente o Sindimed-BA e conduzir novas eleições.
Para o médico Tiago Almeida, representante do Movimento Reconstruir o Sindimed e autor das ações e denúncias, a decisão confirma a necessidade de reorganização da entidade. “O processo eleitoral estava comprometido e a atual diretoria não reúne condições políticas e jurídicas de seguir conduzindo o sindicato. Agora, é preciso garantir uma nova etapa com transparência, legalidade e participação da categoria”, finalizou.
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