O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã emitiu nota sobre a ação militar dos EUA na Venezuela que culminou na prisão do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Na nota o país condena a ação, lembra as intervenções realizadas pelo governo norte-americano no Irã.
Leia a nota na íntegra que foi publicada nas redes sociais.
O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã condena veementemente o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial desse país.
O ataque militar norte-americano à Venezuela constitui uma clara violação dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e das normas básicas do direito internacional, em especial do Artigo 2(4) da Carta, que proíbe a ameaça ou o uso da força, qualificando-se plenamente como um “ato de agressão”.
Tal ato deve ser explícita e imediatamente condenado pelas Nações Unidas e por todos os Estados comprometidos com o Estado de Direito, bem como com a paz e a segurança internacionais.
A agressão militar dos Estados Unidos contra um Estado independente e membro das Nações Unidas representa uma grave violação da paz e da segurança regionais e internacionais. Suas consequências afetam todo o sistema internacional e contribuirão para a erosão e a destruição da ordem baseada na Carta da ONU.
Ao recordar o direito inerente da Venezuela de defender sua soberania nacional, sua integridade territorial e seu direito à autodeterminação, o Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã enfatiza a responsabilidade jurídica e moral de todos os Estados e organizações internacionais, em especial das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança, de cessar imediatamente a agressão ilegal dos Estados Unidos contra a Venezuela.
O Ministério também ressalta a necessidade de adoção de medidas apropriadas para responsabilizar os planejadores e perpetradores dos crimes cometidos no curso dessa agressão militar.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
