Indústrias pernambucanas conectadas à rede da Copergás podem enfrentar dificuldades para participar do primeiro leilão de gás natural da União, promovido pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), marcado para 22 de outubro. A oferta prevê mais de 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia, com prioridade para setores da indústria de base.
Segundo a ABRACE Energia, empresas que utilizam a rede da Copergás podem ter de aguardar até um ano para migrar para o mercado livre de gás natural, no qual poderiam escolher fornecedores e disputar o gás ofertado pela PPSA.
A entidade também questiona as condições previstas no contrato para utilização dos gasodutos no mercado livre, que considera rígidas para os consumidores. Para a indústria, as regras podem limitar a concorrência e reduzir as alternativas de fornecimento do insumo.
“É contraditório que, justamente quando o país cria uma oportunidade concreta para ampliar a oferta e levar gás mais competitivo à indústria, empresas de Pernambuco possam ficar impedidas de acessá-la por regras locais. Um prazo de até um ano para migrar ao mercado livre, somado a condições excessivamente rígidas para o uso da rede, funciona na prática como uma barreira à competição. Pernambuco precisa avançar na abertura do mercado para que sua indústria possa disputar o gás da União em igualdade de condições com empresas de outros estados”, afirma Adrianno Lorenzon, diretor de Gás Natural da ABRACE Energia.
As críticas ocorrem em meio às discussões sobre a abertura do mercado de gás natural e a redução dos custos do insumo para a indústria brasileira.
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