Chapa de Jerônimo, Lula, Rui e Wagner começa campanha arrastando multidão no interior

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A chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), Lula, Rui Costa e Jaques Wagner abriu a campanha mostrando força no interior da Bahia. Mais de 20 mil pessoas ocuparam a Praça do Feijão, em Irecê, na noite deste domingo (16), no primeiro grande comício da campanha à reeleição do governador.Bandeiras, música e uma praça tomada deram ao ato clima de largada eleitoral e exibiram a capacidade de mobilização do grupo já no primeiro dia oficial de campanha.

Ao lado do vice Geraldo Júnior e dos candidatos ao Senado Rui e Wagner, Jerônimo transformou o tamanho do ato em recado político. Disse que quer ampliar a mobilização a cada passagem pelo interior e projetou para Lula pelo menos cinco milhões de votos na Bahia — um milhão a mais que a vantagem obtida pelo presidente sobre Jair Bolsonaro no estado em 2022. “Vai ser avassaladora essa campanha”, afirmou o governador ao comentar a presença de mais de 20 mil pessoas em Irecê.

Jerônimo também levou propostas concretas para a região. Entre os compromissos anunciados estão a duplicação da BA-052 entre Irecê e o acesso a São Gabriel, a modernização e ampliação do aeroporto, a implantação de um Hemocentro Regional e de um laboratório de referência, além de novos investimentos em saúde, educação, saneamento e segurança hídrica.A escolha de Irecê para a largada reforça a estratégia de percorrer os territórios apresentando obras e projetos vinculados às demandas locais.

A presença de Rui e Wagner dá à chapa um peso político incomum: dois ex-governadores disputando o Senado ao lado de Jerônimo, enquanto Lula busca novo mandato presidencial. O discurso é de continuidade de um projeto iniciado em 2007, mas com a eleição de 2026 tratada também como confronto nacional contra a extrema-direita. Em Irecê, Rui endureceu o tom contra Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, afirmando que o senador “não tem currículo, tem ficha corrida”.

O contraste que a campanha governista pretende explorar é justamente entre essa presença territorial e a trajetória de ACM Neto (União Brasil), cuja experiência administrativa se restringe a Salvador. Jerônimo e aliados vêm repetindo que ACM conhece pouco o interior e aparece nas regiões sobretudo em períodos eleitorais. A crítica ganhou força durante o Programa de Governo Participativo, quando integrantes da base chegaram a questionar a ausência do ex-prefeito em agendas pelo estado.

Foto:Adriel Francisco/Divulgação

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