A Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.366 cotações de preços realizadas em 87 estabelecimentos comerciais de Salvador, passou a custar R$ 618,42 no mês de outubro de 2026. Desse modo, quando comparado com o custo estimado no mês imediatamente anterior (setembro), houve uma elevação de 1,63%, correspondente a um aumento nominal de aproximadamente R$ 9,92.
Dos 25 produtos da Cesta Básica de Salvador, 13 registraram alta nos preços: tomate (25,76%), macarrão (25,11%), cebola (20,95%), arroz (7,08%), linguiça calabresa (6,86%), carne de segunda (5,87%), carne de primeira (5,64%), queijo prato (5,30%), frango (2,82%), açúcar cristal (2,08%), óleo de soja (2,08%), pão francês (0,84%) e queijo muçarela (0,09%).
Por outro lado, 12 produtos apresentaram redução: flocão de milho (-23,08%), batata inglesa (-14,85%), banana-prata (-11,25%), café moído (-5,57%), maçã (-5,00%), cenoura (-4,93%), farinha de mandioca (-3,53%), leite (-2,74%), feijão (-1,94%), carne de sertão (-1,86%), manteiga (-0,55%) e ovos de galinha (-0,14%).
Segundo o economista da SEI Denilson Lima, as condições climáticas, sobretudo a ocorrência de chuvas e de temperaturas mais amenas nas regiões produtoras, bem como as oscilações na oferta e na demanda, foram os principais fatores que determinaram a elevação no custo da Cesta Básica de Salvador em outubro de 2026. Lima destaca o impacto do tomate (25,76%), do macarrão (25,11%) e da cebola (20,95%), que lideraram as altas do mês, em contraste com o flocão de milho (-23,08%) e a batata inglesa (-14,85%), que registraram as maiores quedas.
O economista explica que, “no caso do tomate, a alta decorreu da limitação da oferta, em razão do esgotamento das áreas em ponto de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que tornaram mais lenta a maturação dos frutos. Em contrapartida, o flocão de milho recuou, acompanhando a desvalorização do milho em grão, uma vez que a oferta interna superou a demanda em meados de outubro”.
Dos 25 produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador, o subconjunto dos ingredientes relativos ao almoço soteropolitano, composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentou alta de 7,0% e foi responsável por 39,88% do valor da cesta no mês de outubro. Por sua vez, o subgrupo de gêneros alimentícios próprios da refeição matinal soteropolitana, formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, diminuiu 0,49% e foi responsável por 34,61% do valor da cesta.
O tempo de trabalho despendido por um trabalhador soteropolitano para obter uma cesta básica foi de 90 horas e 44 minutos, o que equivale ao comprometimento de 41,24% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, depois de descontado o percentual de 7,50% referente à contribuição para a Previdência Social.
Foto: Thuane Maria/GOVBA
Cesta Básica de Salvador aumenta 1,63% em outubro
