A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) classificou como “crime eleitoral” a retenção de ônibus nas garagens de Salvador, com o argumento de que não poderiam circular com adesivos de um candidato, o que foi atribuído a rodoviários.
Ela própria entrou em contato telefônico com o secretário Pablo Souza, de Mobilidade, às 9h30, pedindo a providência para a liberação do transporte, mas até às 12h a ausência dos veículos circulando era evidente, tanto que o fato ganhou repercussão na imprensa nacional. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25) denunciando a tentativa clara de interferir no resultado do segundo turno das eleições.
“É uma tentativa clara de impedir o livre exercício, um sagrado exercício constitucional do voto, inclusive das pessoas que se deslocam para o trabalho ou para qualquer outro lugar da cidade. Isso é um absurdo. Nunca vimos isso aqui. Ou seja, os ônibus não podem rodar com adesivo. Pode rodar sujo, com barata, com janela quebrada. A gestão do município Salvador tem que ser responsabilizada criminalmente por isso”, declarou Aladilce. Ela frisou que, na ausência do titular da Semob, que segundo noticiário da imprensa estaria no exterior, o prefeito Bruno Reis deverá ser responsabilizado pelo caos instalado na cidade.
foto Divulgação Aladilce Souza
