As vendas do comércio varejista baiano registraram recuo de 1,2% em julho de 2026 frente ao mês imediatamente anterior. Na comparação com igual mês de 2025, o comércio varejista baiano, com taxa positiva de 3,2%, manteve trajetória de sustentação no volume de vendas pelo décimo sexto mês consecutivo. No acumulado do ano, a Bahia registrou crescimento de 3,6%. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
Por atividade, os dados mensais do comércio varejista baiano em julho último, em relação a julho de 2025, revelaram que cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,0%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (8,3%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,0%), Tecidos, vestuário e calçados (0,3%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%).
Enquanto Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,9%), Móveis e eletrodomésticos (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-10,9%) registraram taxas negativas. O aumento verificado nas vendas na comparação com o mesmo mês de 2025 foi resultado do comportamento dos segmentos de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, Outros artigos de uso pessoal e doméstico juntamente com Combustíveis e lubrificantes. O comportamento dessas atividades se deve à deflação nos preços verificada no período.
Dados do IPCA revelam que os subgrupos de Alimentação no domicílio e Combustíveis registraram retração no mês de -1,27% e -3,43%, respectivamente, bem como o grupo de Artigos de residência (-0,32%). Dentre as contribuições negativas, destaca-se o comportamento de Móveis e eletrodomésticos, reflexo do custo elevado do crédito e da cautela das famílias em relação à aquisição de bens de maior valor agregado.
Foto Pexels