Os preços da indústria brasileira registraram alta de 0,36% em agosto de 2026 na comparação com julho, revertendo a deflação de 0,83% observada no mês anterior. Com o resultado, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula alta de 3,47% no ano e avanço de 2,53% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador mede a variação dos preços dos produtos na “porta de fábrica”, sem a incidência de impostos e fretes, nas indústrias extrativas e de transformação. Em agosto, 14 das 24 atividades pesquisadas apresentaram variações positivas.
Destaques setoriais e influências
- Alimentos: O setor exerceu o principal impacto positivo do mês, com alta de 1,99% e contribuição de 0,47 ponto percentual (p.p.) na variação geral. A elevação foi impulsionada por itens como carnes bovinas (pressionadas pela demanda externa e valorização do dólar), arroz e derivados da soja.
- Indústrias Extrativas: Registraram a maior alta relativa do mês (+4,33%), interrompendo três meses de queda. O avanço foi puxado pelo óleo bruto de petróleo e minério de cobre, compensando as baixas no minério de ferro.
- Metalurgia: Avançou 2,13% no mês, impulsionada pelo câmbio e pelas cotações internacionais de commodities como ouro, alumina e cobre. O setor acumula alta de 9,48% em 12 meses.
- Outros Produtos Químicos: Tiveram o recuo mais expressivo no mês (-2,97%), exercendo a principal pressão negativa (-0,25 p.p.). A queda foi motivada por menores preços em petroquímicos e fertilizantes.
- Borracha e Plástico: Apresentaram retração de 2,77% em agosto, mas sustentam alta expressiva no ano (+11,28%) e em 12 meses (+11,16%).
Categorias econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo puxaram a alta mensal ao variar 0,96%, influenciados pelos bens semiduráveis e não duráveis (+1,15%). Por outro lado, os bens de capital variaram -0,01% e os bens intermediários ficaram estáveis (0,00%).
No acumulado em 12 meses, os bens intermediários continuam sendo o principal vetor de sustentação do índice, respondendo por 1,24 p.p. do avanço de 2,53% da indústria geral.
foto Mirko_Fabian/Pixabay