A plataforma de serviço de comércio de produtos China-Brasil e Brasil-China (CBBC) foi lançada nesta segunda-feira (14), em São Paulo. Voltada à conexão direta entre empresas brasileiras e chinesas, a ferramenta foi apresentada durante a Conferência China (Shandong) – Brasil, realizada no Sheraton WTC, em São Paulo, e reuniu cerca de 120 empresas e representantes de diferentes setores, além de autoridades públicas e lideranças do comércio exterior.
A CBBC tem escritórios em São Paulo e na província chinesa de Shandong. É liderada por Yan Fan, presidente do Qingdao Muyi Holding Group e pelo empresário gaúcho Eduardo Bozzetto. “A plataforma funciona como um marketplace. A proposta é reduzir incertezas nas transações, especialmente no pagamento, que será feito em reais”, diz Bozzetto.
Yan Fan conta que hoje a rota maior é da China para o Brasil. “Mas é importante levar produtos do Brasil para a China. Setores como café, guaraná, açaí, mandioca, carne estão no radar. No entanto, a plataforma está disponível para empresas de todos os tamanhos”, diz Yan Fan.
Parceiros e informações
O lançamento ocorre em um momento em que, apesar do volume expressivo de comércio entre Brasil e China, empresas ainda enfrentam barreiras práticas para identificar parceiros confiáveis, estruturar operações e acessar informações qualificadas.
O grupo Qingdao Muyi Holding tem atuação global em comércio agrícola, alimentos e logística. A plataforma, portanto, integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento das cadeias de suprimento entre os dois países, com foco em eficiência, rastreabilidade e redução de custos.
Além da apresentação da plataforma, a programação incluiu uma rodada de negócios entre empresas brasileiras e chinesas, com foco na geração de parcerias e no avanço de negociações iniciadas durante o encontro.
Em 2024, a China manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil, com mais de US$ 120 bilhões em exportações brasileiras, sendo o agronegócio o principal eixo dessa relação.
Foto: Felicio Filmes /Divulgação

