”Não conhece a vida rural”, diz Niltinho sobre fala de ACM Neto em sabatina

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O deputado estadual Niltinho (PSD) afirmou que a fala de ACM Neto durante sabatina do Grupo A Tarde revelou o desconhecimento sobre a realidade rural baiana que já havia sido apontado pelo seu aliado João Roma. Segundo ele, ao dizer que o governo Jerônimo Rodrigues não teria feito nada pelo semiárido, o ex-prefeito ignorou uma série de programas e investimentos em andamento na região.

“ACM Neto mostrou que não conhece a vida rural. João Roma já tinha chamado atenção para isso e, agora, ele confirma ao falar do semiárido sem reconhecer o que está sendo feito. Parece que decorou um plano de governo, mas não conhece a realidade de quem vive e produz no campo”, afirmou Niltinho.

O parlamentar citou o Pró-Semiárido, que mantém assistência técnica e extensão rural contínua e especializada, além de ações de segurança hídrica, produção sustentável, agroindustrialização e acesso a políticas públicas. O projeto prevê R$ 500 milhões para atender 70 mil famílias em 32 municípios do sertão baiano. Niltinho também destacou o Bahia que Produz e Alimenta, iniciativa com atuação em 27 Territórios de Identidade, voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, das organizações produtivas e das agroindústrias, além da ampliação do acesso à água.

O projeto tem investimento de US$ 150 milhões e vigência até 2030. Segundo dados do programa, foram contratados 480 técnicos de assistência técnica e extensão rural e apoiadas mais de 450 organizações produtivas. O projeto também prevê chamadas públicas, acompanhamento técnico e metas para beneficiar diretamente mais de 155 mil pessoas e ampliar o acesso à água no meio rural.

Para Niltinho, a referência feita por Neto ao Cabra Forte, do governo Paulo Souto, torna a contradição ainda mais evidente. Auditoria do TCE-BA registrou que apenas 21% dos produtores cadastrados implantaram reservas de forragem, enquanto 68% consideraram insuficientes as existentes. A meta de 450 poços foi cumprida em 62%, com 280 entregues.

A auditoria também apontou problemas na assistência técnica e no monitoramento do programa, além de registrar que o frigorífico FRIFORTE, em Juazeiro, recebeu R$ 1,03 milhão, foi concluído, mas nunca funcionou por falta de definição sobre sua gestão.

“É preciso conhecer a história para falar de política rural. O que temos hoje é uma política estruturada, com assistência técnica, segurança hídrica, produção, comercialização e acompanhamento de organismos como Banco Mundial e FIDA. Dizer que o governo não fez nada é desconhecer os fatos”, concluiu Niltinho.

foto Divulgação Niltinho

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