A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) disse que o cerco a ACM Neto está cada vez mais fechado após a revelação, na ultima terça-feira (22), de que o candidato teve os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura o caso Banco Master. Para Marta, a medida ganha ainda mais peso diante das denúncias de Daniel Vorcaro de que Neto e Antônio Rueda seriam beneficiários de 10% sobre recursos de institutos de previdência destinados ao banco.
“O cerco dele cada vez mais se fecha e a derrota se aproxima. Depois de virem à tona os 10%, agora aparece a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ACM Neto numa investigação do caso Master. Isso acentua a possibilidade de muita coisa ainda aparecer. Os 10% podem ser só a ponta do iceberg”, afirmou Marta, em referência às denúncias de que a porcentagem seria uma comissão recebida por ACM Neto e Antônio Rueda sobre aportes de institutos de previdência no Banco Master.
A aproximação entre ACM Neto e Vorcaro não surgiu agora e já estava documentada. “Ele é o único candidato na Bahia com envolvimento e acusação de recebimento por Vorcaro, e as denúncias da imprensa mostram que pode ser uma ‘sociedade oculta’. Eles não estão juntos de agora. Neto, por meio de sua empresa de consultoria, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024, segundo o Coaf”.
De acordo com a petista, ACM Neto também deve explicações sobre as investigações da Operação Overclean, que apura suspeitas de fraudes em contratos públicos da área de Educação de Belo Horizonte que ultrapassam R$ 80 milhões. “A PF identificou 232 chamadas entre Neto e o ‘Rei do Lixo’. À medida que a verdade fica evidente, ele vai derretendo e vamos fortalecendo um projeto de cidadania, direitos humanos e participação popular. O povo também percebe que existe muito mais por trás dessa relação dele”, afirmou Marta.
Para Marta, enquanto ACM Neto trabalhava para o Master, poderia ter se aproximado da população baiana nos últimos quatro anos. “Deveria fazer como Jerônimo fez, percorrendo a Bahia, conhecendo os 417 municípios, ouvindo as pessoas e conhecendo os problemas de cada região. Mas preferiu ficar em gabinetes, fazendo negociatas e articulando interesses. Agora chega para tentar ser candidato sem ter conversado com a Bahia”, criticou.
“Nem quando foi prefeito se preocupou com os problemas de Salvador. Vai se preocupar agora com a Bahia? Enquanto nosso campo político está nos municípios, gerando emprego e levando saúde, educação e infraestrutura, ele estava nos gabinetes, negociando com quem tinha dinheiro e poder. A Bahia não precisa voltar para uma política feita para poucos e entre poucos. Precisa de participação popular, distribuição de renda e de um governo presente e que respeite o seu povo”, destacou Marta.
foto Divulgação Marta Rodrigues