A vereadora Marta Rodrigues (PT) cobrou, neste domingo (25), que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) tome providências imediatas para normalizar a circulação dos ônibus em Salvador. Segundo relatos de passageiros, diversos pontos de ônibus estão lotados, com filas de mais de 30 pessoas, além da demora na passagem dos coletivos, dificultando o deslocamento de eleitores aos locais de votação no segundo turno das eleições.
“Está escancarado esse absurdo. A situação é tão grave que a redução do transporte levanta uma suspeita preocupante: a de que possa haver um boicote para dificultar que a população chegue às urnas. Se isso estiver acontecendo, estamos diante de uma atitude antidemocrática, que precisa ser apurada com todo o rigor. O prefeito Bruno Reis tem a obrigação de explicar imediatamente o que está acontecendo e garantir que os ônibus voltem a circular em quantidade suficiente. Não se pode admitir que a população tenha seu direito de ir e vir e de votar prejudicado por conveniência eleitoral do grupo político dele”, afirmou Marta.
Para a vereadora, a situação chama a atenção pela diferença em relação ao primeiro turno, quando também houve votação para os cargos estaduais. Marta questiona por que o serviço de transporte público aparenta estar reduzido justamente em um domingo de eleição, quando milhares de pessoas dependem dos ônibus para chegar às urnas.
“Basta circular pela cidade para encontrar pontos lotados, pessoas esperando por muito tempo e dificuldade para conseguir um ônibus. Em um dia tão importante para a democracia, a população precisa ter garantido o direito de ir e vir e de exercer seu direito ao voto”, afirmou.
“No primeiro turno houve gratuidade no transporte. O prefeito anunciou com toda pompa 700 novos ônibus, boa parte deles viabilizada com recursos do governo federal, mas cadê esses veículos para atender à população justamente no dia de exercer um direito fundamental da democracia? Bruno Reis precisa apresentar justificativas urgentes e explicar por que os passageiros estão enfrentando essa situação no segundo turno”, cobrou Marta.
A vereadora destacou que o transporte público é um serviço essencial e não pode ser tratado conforme conveniências políticas ou interesses eleitorais. Para ela, cabe à Prefeitura garantir uma operação compatível com a demanda, especialmente em uma data na qual o deslocamento dos eleitores é fundamental para o exercício da cidadania.
“Transporte público não pode ser tratado como favor do prefeito e apenas quando convém ao grupo político dele. É um direito da população e uma obrigação do poder público”.
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