A vereadora Marta Rodrigues (PT) disse, nesta quinta-feira (23), que a gestão municipal age com desprezo à população diante dos recorrentes alagamentos e transtornos provocados pela chuva todo ano. “Evidenciam mais do que problemas momentâneos: revelam abandono histórico, falta de planejamento urbano e descaso com a cidade, especialmente com os moradores das regiões mais pobres, que seguem sendo os principais atingidos a cada temporal.”, declarou.
Para a edil, os novos episódios de alagamentos mostram que Salvador precisa discutir seu modelo de crescimento e priorizar obras que garantam segurança e dignidade à população. “Não podemos tratar como surpresa um problema que se repete todos os anos. A cidade precisa funcionar para todos, e não apenas para uma parte dela”, concluiu.
Marta parabenizou a imprensa pela cobertura dos efeitos das chuvas e pela cobrança em defesa da população. A vereadora afirmou ainda não ser aceitável que ruas inundadas, casas invadidas pela água e famílias prejudicadas se repitam todos os anos sem solução definitiva. “A imprensa baiana tem mostrado o caos vivido pela cidade nos períodos chuvosos. Jornalistas, apresentadores, a grande mídia, vereadores e entidades denunciam a falta de infraestrutura urbana que atinge principalmente o povo pobre, enquanto a prefeitura faz vista grossa. O que é isso se não desprezo, sabendo que o problema é recorrente?”, destacou.
Bueiros inteligentes – Tramita na Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Indicação nº 64/2026, que propõe a instalação de bueiros inteligentes em Salvador. A medida, de autoria da vereadora, prevê estruturas com cestos internos para retenção de resíduos sólidos, evitando entupimentos e melhorando o escoamento das águas pluviais, sobretudo em áreas historicamente afetadas por alagamentos.
De acordo com a vereadora, Salvador precisa enfrentar com seriedade problemas estruturais ligados à drenagem urbana, ao saneamento básico insuficiente, à ocupação desordenada do solo e à ausência de políticas preventivas capazes de reduzir os impactos climáticos. “Quando a chuva chega, quem mais sofre é sempre a população periférica, que já convive com carências históricas. Isso não pode ser naturalizado”, afirmou.
“Todo dia, e não só em período de chuva, cobramos investimentos em macrodrenagem, limpeza permanente de canais, contenção de encostas e políticas públicas voltadas à proteção das famílias que vivem em áreas vulneráveis. È uma luta diária”, acrescentou.
Foto: Antonio Queirós/CMS

