A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apresenta o Info Perfil das Mães na Bahia, um panorama de indicadores demográficos e de saúde relacionados à maternidade na Bahia em 2025. A publicação antecede o Dia das Mães, comemorado no segundo domingo do mês. Além da importância social, as mães e mulheres em idade fértil (com idades de 10 a 49 anos) representam uma parcela significativa da população e um importante grupo nas políticas públicas de saúde.
Na Bahia, em 2025, as mulheres em idade fértil somavam 4,5 milhões de pessoas e representavam, aproximadamente, 1/3 da população total e 58,7% da população do sexo feminino.
Nesse grupo social, 165,4 mil mulheres tornaram-se mães na Bahia em 2025. O dado inclui todas aquelas que tiveram ao menos um filho nascido vivo naquele ano, independentemente de ser o primeiro filho ou não.
Mais da metade dessas mulheres (55,3%) tiveram o parto cesáreo. Entre os filhos nascidos vivos, a maioria foi do sexo masculino, o que equivalia a uma razão dos sexos de 104,5. Isso significa dizer que, a cada 100 meninas nascidas, nasceram 104 meninos.
O perfil das mães indica que a grande maioria era jovem, entre 20 e 29 anos (49,2%). Já aquelas que tinham entre 30 e 39 anos representavam 33,7%. Contudo, uma parte se tornou mãe ainda entre 10 e 19 anos: 12,8%. Isso indica que, a cada 1.000 mulheres nesse grupo etário, 19,4 tornaram-se mães em 2025. No grupo menor de 14 anos, foram 1,0 mil crianças e adolescentes mães no ano.
O período de gestação impõe riscos tanto para a mulher quanto para o filho que está sendo gerado. Esse período compreende desde a gestação, o parto e o puerpério. Em 2025, a Bahia registrou 102 óbitos maternos. Grande parte desses óbitos ocorreu no período do puerpério (49,0%). Já entre a gravidez, o parto ou no aborto foram 16,7% dos óbitos maternos. E no pós-puerpério foram 11,8% dos casos. Aqueles não informados, concentravam 22,5%. Por fim, entre as principais causas dos óbitos maternos estão: doenças diversas da mãe que complicam a gravidez (30,4% do total de óbitos), hemorragia pós-parto (12,7%), eclampsia (11,8%) e hipertensão gestacional (3,9%);
Foto Arte SEI
Mais da metade das mulheres que se tornaram mães na Bahia em 2025 tiveram parto cesáreo
