Fabíola e Marcelo apontam cortina de fumaça de Zé Ronaldo e ACM Neto na saúde

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Os médicos e pré-candidatos Fabíola Mansur (PV) e Marcelo Emerenciano (Avante) classificaram os ataques de José Ronaldo à regulação estadual como uma cortina de fumaça eleitoral. Para eles, o prefeito tenta esconder o abandono da saúde municipal de Feira de Santana, enquanto ACM Neto procura desviar a atenção da precariedade da rede administrada por seu grupo em Salvador e da própria falta de propostas para a área.

“Quando um prefeito troca o diagnóstico sério por expressões apelativas como ‘fila da morte’, geralmente é porque não quer discutir a própria responsabilidade. José Ronaldo e ACM Neto escolheram o barulho porque não têm resultados para exibir. É mais fácil fabricar um inimigo do que explicar por que faltam médicos, medicamentos e atendimento nas cidades governadas pelo grupo deles”, afirmou Fabíola.

Em Feira, os fatos desmontam a encenação. Moradores do Aviário, George Américo, Campo do Gado Novo e Mantiba denunciaram falta de medicamentos, materiais básicos e profissionais. No Campo do Gado Novo, faltou até soro fisiológico para curativos. No mesmo período, 45 unidades básicas e duas policlínicas ficaram sem internet, prejudicando a marcação de consultas e exames.

“Que solução Zé Ronaldo pode oferecer à Bahia se não consegue garantir remédio, material para curativo e funcionamento regular dos postos que administra? Depois de governar Feira por décadas, ele prefere culpar o Estado pela retaguarda que o município nunca construiu. Isso não é preocupação com pacientes. É uma operação política combinada com ACM Neto”, criticou Marcelo.

O quadro de Salvador ajuda a explicar a pressa em mudar de assunto. O Plano Municipal de Saúde de 2026 aponta cobertura insuficiente na atenção primária, cerca de 40% na saúde bucal e menos de 30% entre agentes comunitários. Uma em cada cinco internações poderia ser evitada por uma rede básica eficiente. O documento registra ainda queda na oferta regular de medicamentos para doenças crônicas e falhas no combate à dengue.

Na Câmara de Salvador, vereadores também denunciaram superlotação, falta de medicamentos, carência de profissionais e deterioração do acesso aos serviços. “É esse modelo que ACM Neto precisa esconder: uma atenção básica que não alcança toda a população e empurra para o Estado problemas que deveriam ser resolvidos no posto de saúde. Em Feira, José Ronaldo repete o truque. Transfere o paciente e depois ataca quem recebe”, afirmou Fabíola.

Marcelo lembrou ainda que Neto apresentou como novidade a compra de leitos privados, embora o Governo da Bahia já mantenha mais de 3.770 vagas contratadas nas redes privada e filantrópica. “Eles pegam uma política que já existe, mudam a embalagem e tentam vender como descoberta. Quando isso não funciona, partem para o terrorismo verbal”, ironizou.

foto Divulgação

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