Exportações baianas cresceram 16,5% em agosto, aponta SEI

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As exportações baianas cresceram 16,5% em agosto de 2026. Impulsionadas por preços 18,1% superiores a igual mês de 2025, as exportações baianas alcançaram em agosto US$ 1,1 bilhão (dados sujeitos a revisão), sobretudo devido aos segmentos de soja e derivados, celulose, ouro, minério de cobre, algodão e frutas, dentre os mais importantes. Com as revisões estatísticas, este é o oitavo mês consecutivo de alta nas vendas externas estaduais, o sétimo com valores superando a casa de um bilhão de dólares.

As informações constam no Boletim do Comércio Exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), elaborado a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além de variações positivas dos setores citados, o destaque do mês vai para o desempenho das vendas de café, que mesmo com preços 23,1% menores, elevou seu volume embarcado em 468,6% no mês, com receitas de US$ 42,4 milhões e crescimento de 337,2%, todos no comparativo mensal interanual. O avanço da colheita, a maior disponibilidade de grãos no mercado nacional e os estoques mundiais apertados impulsionaram o forte crescimento das exportações do grão em agosto.

As exportações baianas para a China, principal destino dos produtos do estado, cresceram 46,4% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano anterior, sobretudo de soja, celulose, sisal, glicerol, polietileno e mármore. Já para os Estados Unidos, as exportações tiveram uma queda de 34,4% no mesmo período, com redução nas compras de pneumáticos, celulose de alta pureza, óleo combustível, químicos, magnesita e calçados, sob efeito das novas tarifas impostas pelo governo americano.

No acumulado do ano, as exportações estaduais somaram US$ 8,8 bilhões, alta de 18,2%. O desempenho no ano positivo foi puxado pelo crescimento das vendas em todos os setores da economia, com destaque para a Indústria Extrativa (+35,8%), Agropecuária (+25,6%) e Indústria de Transformação (+12,6%).

Já as importações baianas, depois de seis meses de alta, acusaram redução de 23,3% no mês, totalizando US$ 862,1 milhões. Combustíveis (-76,3%) e Bens de consumo (-42,6%) foram as categorias responsáveis pela queda. No acumulado até agosto, houve alta de 16% nos desembolsos com as importações ante igual período do ano anterior, alcançando US$ 7,4 bilhões.

Com o resultado do mês, a corrente de comércio baiana, que reúne exportações e importações, alcançou no ano aproximadamente 16,2 bilhões de dólares, com um superávit de US$ 1,4 bilhão, reforçando o ritmo de expansão do comércio exterior baiano em 2026.

foto dendoktoor/Pixabay

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