Deputada cobra legado do governo Bolsonaro e rebate críticas de Roma à educação baiana

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A deputada federal Lídice da Mata (PSB) questionou nesta sexta-feira (10) qual foi o legado deixado pelo governo Jair Bolsonaro para a educação brasileira e classificou como contraditórias as críticas do candidato ao Senado pelo PL, João Roma, à política educacional do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo a parlamentar, Roma ataca na Bahia um modelo de progressão parcial adotado também por governadores aliados e correligionários do PL. “Sem ter proposta nem ter o que falar, João Roma apresenta uma crítica vazia e bastante contraditória, já que as acusações dele são sobre algo que aliados e correligionários praticam”, afirmou.

Lídice destacou que estados governados por aliados de Roma mantêm políticas semelhantes. No Rio de Janeiro, estudantes podem avançar com pendências em até seis disciplinas. Em Santa Catarina, administrada por Jorginho Mello (PL), a progressão parcial também é adotada com recuperação da aprendizagem. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas utiliza mecanismo semelhante para garantir permanência e reforço pedagógico.

A deputada ressaltou ainda que a política baiana vem sendo acompanhada de melhora nos indicadores. Entre 2022 e 2025, o abandono no ensino médio caiu de 12,9% para 3%, enquanto a reprovação recuou de 16,3% para 4,6%. Também houve redução da distorção idade-série e avanço do Ideb da rede estadual.

Segundo Lídice, a progressão parcial não significa aprovação automática. O estudante pode avançar com pendências em até cinco disciplinas, mas permanece obrigado a recuperar os conteúdos, realizar atividades e passar por avaliações, com acompanhamento de professores.

“É uma política de recomposição da aprendizagem, não de promoção indiscriminada”, frisou.Ela também lembrou que a estratégia é reforçada por programas como Pé-de-Meia, Bolsa Presença, Mais Estudo, ampliação das escolas de tempo integral e expansão da educação profissional, iniciativas voltadas à permanência dos estudantes e à melhoria do desempenho escolar.

Para a deputada, quem promete revogar uma política pública precisa apresentar alternativas. “Roma diz que ACM Neto acabará com a progressão parcial, mas não explica como pretende reduzir a evasão, recuperar a aprendizagem e impedir que milhares de jovens abandonem a escola. O debate precisa ser feito com propostas e dados, não com bordões de campanha”, concluiu.

foto Divulgação

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