O deputado estadual Niltinho (PSD) cobrou, nesta terça-feira, explicações de ACM Neto (União Brasil) após Marcio Canella, convidado do lançamento do MBA em Segurança Pública da Fundação Índigo, tornar-se alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Para o parlamentar, o episódio expõe uma contradição entre o discurso e a prática de quem se apresenta como referência no combate ao crime organizado.
No lançamento do curso, em maio, ACM Neto afirmou que o conhecimento e a inteligência seriam fundamentais para construir ações concretas de enfrentamento às facções criminosas. Entre os convidados estava Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil no Rio de Janeiro, conduzido nesta terça para prestar depoimento à PF na investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis e a possível participação de agentes públicos.
“Se o objetivo era reunir referências em segurança pública, ACM Neto precisa explicar os critérios adotados. O discurso perde credibilidade quando um dos convidados de destaque acaba no centro de uma operação da Polícia Federal”, afirmou Niltinho.
O deputado ressaltou que Canella é investigado, sem qualquer condenação, e tem direito à ampla defesa, mas afirmou que o episódio enfraquece o discurso da oposição sobre segurança pública e levanta dúvidas sobre a coerência entre o que prega e as pessoas que escolhe para representar esse debate.
Foto Divulgação Deputado Niltinho
