A busca do brasileiro por crédito registrou crescimento de 31,89% em maio de 2026 em relação a maio de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), aponta ainda que o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil cresceu 28,80% na passagem de março para abril deste ano.
Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em maio, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 53,79%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,20% do total.
Do público consultado, 1,53% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 82,39% contratou Empréstimo e 15,92% contratou Financiamento, totalizando 98,30%.
“O expressivo aumento na busca por crédito reflete a necessidade imediata das famílias em recompor seus orçamentos e manter o consumo básico. Contudo, esse movimento ocorre em paralelo a um patamar preocupante de inadimplência, evidenciando que o acesso aos recursos tem servido mais como um mecanismo de sobrevivência financeira do que como planejamento. Para que o crédito cumpra seu papel fundamental de motor do crescimento do país, é indispensável uma transição para um modelo mais equilibrado. Isso exige uma redução sustentável das taxas de juros, garantindo que o endividamento atual não se transforme em insolvência amanhã e permitindo que o consumo ocorra de forma saudável e sustentável no longo prazo.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em maio, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (43,29%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (19,04%), que totalizam 62,33% das consultas.
No momento da consulta, 37,61% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.
Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em maio,com 45,68%, seguido pelo Nordeste (21,86%), Sul (16,90%), Centro‐Oeste (8,58%) e Norte (6,98%).
“A forte aceleração na demanda por crédito sinaliza o papel central que esse instrumento possui na dinâmica econômica nacional, sendo um combustível vital para a circulação de bens e serviços. No entanto, o elevado volume de consumidores que já buscam recursos sob a sombra de restrições ativas acende um alerta sobre a qualidade desse endividamento. O crédito é indispensável para o desenvolvimento socioeconômico, mas ele precisa ser sustentável. É urgente o fortalecimento de um ambiente com juros mais baixos e equilibrados, transformando o crédito em uma ferramenta real de emancipação e crescimento produtivo, e não em um ciclo de superendividamento que asfixia a economia familiar.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.
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