Busca por crédito cai em abril em relação ao mês anterior, mas aponta crescimento em comparação com 2025, aponta CNDL/SPC Brasil

Você está visualizando atualmente Busca por crédito cai em abril em relação ao mês anterior, mas aponta crescimento em comparação com 2025, aponta CNDL/SPC Brasil


Busca por crédito cai em abril em relação ao mês anterior, mas aponta crescimento em comparação com 2025, aponta CNDL/SPC Brasil
Do público consultado, 1,90% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 94,45% contratou Empréstimo e 5,07% contratou Financiamento, totalizando 99,52%.

A busca do brasileiro por crédito registrou crescimento de 21,85% em abril de 2026 em relação a abril de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), aponta ainda que o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil caiu ‐26,74% na passagem de março para abril deste ano.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em abril, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 54,60%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,30% do total.

Do público consultado, 1,90% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 94,45% contratou Empréstimo e 5,07% contratou Financiamento, totalizando 99,52%.

“O cenário atual revela um paradoxo preocupante: embora o interesse do consumidor em buscar crédito tenha avançado em termos anuais, a efetivação dessas operações esbarra no elevado índice de restrições financeiras. A alta taxa de inadimplência atua como um filtro severo, impedindo que a intenção de consumo se transforme em poder de compra real. Para o brasileiro, manter-se fora do cadastro de inadimplentes tornou-se um desafio diante de um custo de vida pressionado, o que acaba isolando uma parcela significativa da população das linhas de crédito tradicionais.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em abril, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (46,64%), seguido por Seguros de vida e não vida (18,46%), que totalizam 65,10% das consultas.

No momento da consulta, 36,05% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em abril, com 46,18%, seguido pelo Nordeste (20,95%), Sul (17,59%), Centro‐Oeste (8,63%) e Norte (6,65%).

“A queda na demanda mensal, contrastada com o crescimento anual, sinaliza um mercado de crédito em busca de equilíbrio, mas ainda fragilizado pela saúde financeira das famílias. O acesso ao crédito permanece restrito, não por falta de oferta ou de procura, mas pela vulnerabilidade econômica que empurra muitos consumidores para a irregularidade. Superar a inadimplência exige hoje mais do que planejamento; demanda uma conjuntura que permita ao cidadão honrar compromissos básicos sem comprometer sua capacidade de obter novos recursos”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Foto TierraMallorca/ Pixabay

Compartilhe:

Deixe um comentário