O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, criticou o novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e responsabilizou a atuação da família Bolsonaro pela escalada das tensões entre os dois países. Para ele, a medida representa um ataque direto à economia nacional e ameaça a geração de empregos em diversos setores produtivos.
“Trump mais uma vez ataca a economia brasileira impondo tarifaço de 25% sobre nossos produtos. A medida impacta na geração de empregos e penaliza a nossa economia”, afirmou Augusto. Em seguida, o secretário direcionou as críticas aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O que nos espanta, no entanto, é o que a família Bolsonaro vem fazendo contra o nosso país desde o início. Vamos lembrar que toda essa operação de chantagem do governo norte-americano tem o DNA dessa turma entreguista, que quer atacar os empregos e as empresas brasileiras para tentar se beneficiar nas eleições.”
Na avaliação de Augusto Vasconcelos, a disputa eleitoral deste ano também estará relacionada à defesa da soberania nacional. “A batalha de outubro vai se revestir de um caráter de defesa dos interesses do Brasil. Nós saberemos distinguir quem está em defesa do povo brasileiro daqueles que querem entregar nossas riquezas a preço de banana”, declarou, ao defender a união em torno da proteção da indústria, da agricultura, do comércio e dos serviços brasileiros.
O secretário também questionou a ausência de posicionamento público do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, diante do episódio. “Vocês ouviram, em algum momento, o pré-candidato ACM Neto se posicionar? Muito estranho isso. Ele não quer desagradar seu principal aliado, Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Ao concluir, Augusto reforçou o apelo para que a população reflita sobre o cenário político diante das novas medidas adotadas pelos Estados Unidos. “Fica aqui a necessidade de pensarmos quem realmente vai defender os interesses do Brasil: aqueles que querem transformar o país em capacho dos Estados Unidos ou aqueles que estão ao lado do presidente Lula defendendo a indústria, a agricultura, o comércio e os serviços do nosso país. Fica a dica da reflexão”, concluiu.
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