Associadas da Abimetal-Sicetel processaram 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025, indica novo anuário do setor

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As empresas associadas à Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço) foram responsáveis pela transformação estimada de 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025, segundo estudo anual realizado pela entidade. O volume representa uma retração de 0,3% em relação ao ano anterior e corresponde a 15,5% do total de aço processado no país, mantendo participação próxima à registrada em 2024.

Os dados fazem parte da 15ª edição do Anuário de Análise Econômica do Mercado do Aço, publicação da Abimetal-Sicetel que reúne informações sobre o desempenho do setor, o perfil dos mercados atendidos, comparativos e tendências que ajudam a compreender o comportamento da indústria processadora de aço e sua relação com os demais segmentos da economia. A nova edição foi lançada no dia 7 de outubro, durante o Jantar Anual da Abimetal-Sicetel, realizado na capital paulista.

“Os números mostram a dimensão da indústria processadora de aço e sua importância dentro da cadeia do aço. Mesmo diante de um cenário de retração, nossas associadas mantiveram um volume expressivo de transformação de aço e uma participação relevante no mercado nacional. O Anuário permite acompanhar essa evolução ano a ano para que possamos entender as principais movimentações e impactos no setor”, afirma Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel.

A entidade reúne mais de 70 empresas associadas, que representam cerca de 20% do universo estimado de 350 fabricantes do setor, entre unidades independentes e siderúrgicas verticalizadas. Juntas, essas empresas empregam aproximadamente 30 mil trabalhadores.

Aços longos concentram maior volume processado

A indústria de trefilação e laminação ocupa uma posição estratégica na cadeia produtiva, funcionando como elo entre a siderurgia e os fabricantes de bens finais. As empresas do segmento transformam o aço em uma ampla variedade de produtos, como barras e arames trefilados, perfis, tiras e fitas relaminadas, arames farpados e ovalados, telas metálicas, cabos e cordoalhas, correntes industriais, pregos, grampos e clipes.

Entre as associadas da Abimetal-Sicetel, a estimativa é de que tenham sido processadas 2,6 milhões de toneladas de aços longos em 2025, uma redução de 0,4% em relação ao ano anterior. Já o volume de aços planos recuou 27%, para aproximadamente 575 mil toneladas.

Apesar da retração nos volumes, as empresas associadas mantiveram uma participação relevante entre os segmentos consumidores de aço no Brasil. Para Ricardo Martins, os dados reforçam a amplitude da atuação do setor.

“É importante considerar que estamos falando de uma indústria que atende uma cadeia muito ampla. O aço transformado pelas nossas empresas chega a diferentes etapas da economia, da construção e da infraestrutura à indústria, ao setor automotivo, máquinas e equipamentos, petróleo e gás, entre tantos outros mercados. Essa capilaridade é uma das características mais importantes do nosso segmento”, destaca.

O setor também apresenta potencial de desenvolvimento associado à utilização de novas ligas e à possibilidade de reutilização e reciclagem do aço.

O avanço das discussões sobre terras raras também abre perspectivas para o desenvolvimento de novos materiais e produtos. “O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses elementos. Alguns deles, como cério e lantânio, podem ser utilizados na metalurgia como agentes de refino e de liga. A aplicação pode contribuir para características como maior resistência mecânica, ductilidade e resistência à corrosão e ao calor, propriedades relevantes para a produção de aços especiais destinados a setores de alta performance”, pontua o presidente da Abimetal-Sicetel.

foto divulgação

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