A Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos (ABPEFA) denuncia o desabastecimento de medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia em Salvador. Pacientes relatam dificuldades frequentes para obter remédios essenciais nas farmácias públicas, situação que pode provocar agravamento das crises epilépticas, internações e risco de morte.
Segundo a entidade, já foram enviados ofícios à Secretaria de Saúde de Salvador pedindo esclarecimentos sobre o desabastecimento sem haver, por parte do órgão, retorno. A situação da falta de medicamentos anticrise foi denunciada pela ABPEFA ao Ministério Público da Bahia desde março de 2025, tendo realizado audiência no mês de julho do ano passado. As pessoas em situação de vulnerabilidade social são as mais afetadas, já que muitos medicamentos possuem alto custo e o tratamento não pode ser interrompido abruptamente.
A ABPEFA alerta que a falta de medicamentos anticonvulsivantes pode ocasionar:
• aumento das crises epilépticas;
• lesões graves durante convulsões;
• piora do quadro neurológico;
• risco de estado de mal epiléptico e morte.
A Associação também vem orientando pacientes sobre como registrar denúncias junto às ouvidorias do SUS, Ministério Público e Defensoria Pública, além de ter criado um formulário para mapear os casos de desabastecimento https://forms.gle/uGXeBYqtPkBrpEwK8
No próximo dia 18 de junho, às 10h, acontece na Câmara de Deputados, em Brasília, uma audiência pública para discutir acesso e falta de medicamentos de uso contínuo, com foco em medicamentos anticrise e neuroestimulação para epilepsia. A audiência está sendo promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia – ABE, em parceria com o Instituto Ética Saúde. A Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos estará presencialmente em Brasília acompanhando a situação que tem afetado a saúde das pessoas com epilepsia.
