Profissional de saúde e uma das defensoras da Luta Antimanicomial, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) promove, no próximo dia 15, às 9h, no auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, sessão especial para marcar os 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica. Uma oportunidade para debater com trabalhadores e usuários dos serviços de saúde na capital baiana o tema “Os desafios da saúde mental: a RAPS que temos e a RAPS que queremos”. O debate proposto visa a reflexão sobre os avanços e desafios da Rede de Atenção Psicossocial, discutindo estratégias para o fortalecimento da rede, ampliação do acesso aos serviços e garantia de um atendimento mais humanizado e integral à população.
“Esse é um tema muito caro para mim, desde o meu primeiro mandato e já estou no quinto. É uma preocupação constante de quem defende o Sistema Único de Saúde em toda a sua grandiosidade, da forma mais universal possível, abrangendo um atendimento humanizado e de qualidade em todos os segmentos. E a saúde mental sempre esteve entre minhas principais preocupações”, frisou Aladilce. O evento coincide com a campanha que a vereadora vem fazendo, fruto de visitas recentes aos CAPS de Salvador, pela regularização do abastecimento de medicamentos básicos. “Temos uma lista de 20 remédios que estão em falta na rede municipal, comprometendo o atendimento aos pacientes”, reforçou.
Violações de direitos
Para a mesa do evento foram convidados os secretários da Saúde do Estado, Roberta Santana, e do Município, Rodrigo Santos Alves, entre outras autoridades. Participarão, também, movimentos sociais, usuários da rede, familiares e trabalhadores da saúde.
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, segundo Aladilce, é uma data para reafirmar a defesa dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico e fortalecer o debate sobre políticas públicas de saúde mental, pautadas no cuidado em liberdade, na dignidade humana e na inclusão social. Resgata, também, a importância da superação do modelo manicomial, historicamente marcado por exclusão e violações de direitos. “Mas em Salvador ainda temos desafios urgentes que não podem ser silenciados. Esse será um espaço de escuta, cobrança e construção coletiva. Vamos discutir a realidade da nossa rede: a necessidade de fortalecer e melhorar a Rede de Atenção Psicossocial, garantir equipes multiprofissionais completas e enfrentar a grave falta de medicamentos, que tem deixado pacientes sem assistência e sem continuidade no tratamento”, ressaltou.
A sessão, frisa a vereadora, “reafirma o compromisso com a promoção da saúde mental como direito fundamental e com a construção de uma sociedade mais inclusiva, justa e acolhedora para todas as pessoas”. Há 25 anos, lembrou, a Lei da Reforma Psiquiátrica abriu caminhos para um novo modelo de cuidado em saúde mental no Brasil: com dignidade, liberdade e tratamento humanizado, no território, junto da comunidade.
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