“Esse esquema de fraudes licitatórias, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção, descoberto pelo Ministério Público do Estado nesta segunda-feira (13), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), precisa ser apurado com todo o rigor que o caso exige. São mais de R$38 milhões de recursos públicos envolvidos e a prefeitura tem que agir com transparência, abrindo todas as informações para permitir que a investigação desarticule totalmente o esquema criminoso”. A declaração é da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), uma das idealizadoras do movimento SOS Áreas Verdes, indignada com as revelações do MPE envolvendo o favorecimento de empresas por dirigentes da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL).
Participaram da operação, inclusive, agentes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), órgão da Polícia Civil da Bahia, mostrando a gravidade do esquema.
A juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador, determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária, Luciano Sandes, responsável pelas Prefeituras-Bairro, e outros agentes dos órgãos envolvidos. “Há muito tempo que estamos denunciando as irregularidades na gestão, sobretudo com relação ao planejamento urbano de Salvador”, frisou vereadora.
Segundo Aladilce, o caso é ainda mais grave pela constatação de que o esquema já dura mais de 10 anos na administração municipal, lembrando que o secretário Luciano Sandes integrou o secretariado do ex-prefeito ACM Neto e foi mantido por Bruno Reis nas duas gestões. “É no mínimo suspeito que esse esquema tenha passado da gestão de ACM Neto para a de Bruno Reis sem despertar a desconfiança”, alfinetou.
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