Como o presidente do STF, ministro Edson Fachin, ordenou a publicidade integral da Operação Compliance Zero, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), na Bahia, formalizou petição diretamente à Corte solicitando a quebra do sigilo sobre o envolvimento do ex-prefeito ACM Neto (UB), candidato ao governo baiano.
“É preciso abrir as cartas na mesa, porque estamos falando de um candidato a governador e os eleitores têm o direito de saber em quem estão votando para exercer com legitimidade seu poder de escolha. A própria PF pediu esses dados e os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça negaram. Quem não deve, não teme”, provocou a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), de Salvador, lembrando que a suspeita é de pagamento em torno de R$200 milhões pelo Banco Master.
O documento frisa que o presidente Edson Fachin “determinou a suspensão do sigilo, com o propósito de assegurar a regra geral da transparência processual e, ao mesmo tempo, de viabilizar apuração sobre eventual desequilíbrio na divulgação das informações, cujos efeitos recaem negativamente sobre os investigados e sobre toda a sociedade, submetida a vazamentos parciais”.E sustenta que,conforme reportagens sobre a operação, as investigações envolvem “montante superior a R$200 milhões em suposta propina, havendo, ainda, recebimento já admitido de valores em conta de empresa de consultoria de propriedade do candidato ACM Neto”.
foto divulgação Aladilce