Aladilce denuncia descaso na coleta de lixo em Salvador e cobra explicações da prefeitura

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Na manhã desta sexta-feira (26), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) visitou bairros de Salvador para constatar o descaso da prefeitura com a limpeza pública, em plena semana de festas juninas. Em conversas com moradores de Cajazeiras, Águas Claras e Valéria, ela ouviu queixas e evidenciou a sensação de abandono diante de montanhas de lixo acumulado, se comprometendo a cobrar explicações da gestão. Esse foi um compromisso que assumiu na sessão da Câmara Itinerante na região, no início de junho, quando a questão do lixo foi denunciada por várias lideranças comunitárias.

“Enquanto o prefeito Bruno Reis foi visto aproveitando os festejos juninos no interior do estado, ao lado do aliado ACM Neto, a cidade segue convivendo com montanhas de lixo espalhadas em vias públicas e pontos de descarte improvisados”, denunciou. O descaso na coleta de lixo, segundo ela, se soma à falta de resposta imediata do poder público diante de uma situação que se repete em vários bairros. “É preciso que o prefeito dê explicações para a população”, afirmou a vereadora, observando que a paralisação nacional dos agentes de limpeza urbana não pode ser usada como desculpa, uma vez que o movimento foi amplamente divulgado, com antecedência, pela categoria.

Lixão antigo

A falta de planejamento da Prefeitura para suprir a greve dos garis, na opinião de Aladilce, “impactou diretamente o cronograma da coleta em diferentes regiões da cidade, resultando no acúmulo de resíduos em ruas, calçadas e áreas de grande circulação”.

A situação gerou reclamações de moradores e ampliou as cobranças por uma resposta mais rápida da administração municipal diante de uma interrupção previsível do serviço. Na Rua Direta da Caixa D’água, final de linha de Águas Claras, Guilardo Macedo de Jesus, morador antigo do bairro, denunciou à vereadora que o acúmulo de lixo, alagamento e presença de ratos são constantes na área, motivo de várias queixas na Limpurb. Ele frisou que o “lixão” não era só em decorrência da greve dos garis e sim do descaso da prefeitura com a vida dosmoradores da periferia. Na Rua A da Lagoa da Paixão, em Valéria, a mesma realidade foi registrada, assim como em outros pontos dos bairros.

Ação judicial

“É um absurdo que a gestão municipal tenha aumentado a “taxa de lixo” enquanto os soteropolitanos não veem nenhuma melhora na prestação do serviço. Muito pelo contrário: a situação está cada vez pior”, acrescentou a parlamentar. Além das críticas à coleta de lixo, a Prefeitura de Salvador enfrenta questionamentos na Justiça em relação ao contrato firmado com a empresa responsável pela operação do Aterro Metropolitano Centro (AMC). Após denúncias de irregularidades, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) suspendeu os efeitos do termo aditivo que prorrogou a concessão por mais 20 anos e elevou significativamente os valores pagos pelo município.

Foto: Fabiana Guia/Divulgação

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