Por consenso, a Comissão da Mulher da Câmara de Salvador definiu acatar algumas das sugestões do movimento feminino para tornar o Conselho Municipal da Mulher mais representativo, o que facilitará a votação na sessão do dia 17 de junho. Isso foi possível, segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), graças à mobilização da sociedade e a busca pelo entendimento, processo que culminou no acordo selado na tarde desta terça-feira (9), em reunião com Fernanda Lordelo, secretária municipal de Políticas para Mulheres, e a superintendente Fernanda Cerqueira, que contou também com a participação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, vereador Alexandre Aleluia, que absorverá as mudanças pactuadas no parecer da CCJ.
Participaram do acordo, além da presidente da Comissão da Mulher, Ireuda Silva, e de Aladilce, as vereadoras Marta Rodrigues, Eliete Paraguadsu e Roberta Caires. Os líderes do prefeito, Kiki Bispo, e da Oposição, Randerson Leal também referendaram o acordo.
As recomendações de entidades do movimento de mulheres foram apontadas durante a 5ª Conferência Municipal de Mulheres, no ano passado. Entre as alterações, ficou pactuado que, na composição do Conselho, o termo empregada doméstica será substituído por trabalhadora doméstica; uma cadeira será assegurada às entidades do movimento negro; as comunidades tradicionais, incluindo a representação de mulheres quilombolas ou indígenas, também terão uma representante; assim como os segmentos das mulheres com doenças crônicas; as representações LBTs; o movimento sindical (exceto domésticas porque já estão contempladas); o segmento das empreendedoras sociais, da economia solidária e cooperativismo, incluindo trabalhadoras autônomas e informais; o setor cultural, artístico ou esportivo; e mães atípicas, entre outros.
Foto Antonio Queiros/CMS
