Que Brasil a indústria química ajuda a construir para fortalecer a segurança da sociedade? Essa é a pergunta que guiará a participação inédita da Abiquim na II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, realizada de 3 a 5 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.
O evento – que reúne secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais para alinhar diagnósticos, fortalecer a cooperação federativa e transformar experiências operacionais em propostas estruturantes para o país – contará com a presença de André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim, no painel “Segurança como Pilar Estratégico na Indústria Química”, no dia 4 de março, às 14h. A participação reforça que segurança é elemento estruturante da competitividade industrial e da integridade das cadeias produtivas.
Três programas, um caminho
Além da participação nos debates, a Abiquim contará com estande próprio na feira do evento para apresentar o GPS – Sistema Integrado de Segurança na Indústria Química, um conjunto de soluções que orienta toda a jornada de segurança do setor e de seus principais stakeholders.
O GPS reúne três iniciativas complementares:
Gpolarol – linha de produtos de primeiros socorros desenvolvida para atuação em casos de contato inadequado com agentes químicos. Com propriedades anfotéricas, polivalentes e não tóxicas, atua de forma eficaz na contenção de danos iniciais em situações de emergência com queimaduras químicas.
Pró-Química – serviço de utilidade pública em duas modalidades, sendo uma delas gratuita e disponível 24 horas por dia, em todo o território nacional, pelo número 0800 110 8270. O atendimento oferece orientação técnica especializada em casos de acidentes com produtos perigosos, conectando chamados a especialistas em toxicologia, medicina e indústria química.
O serviço tem impacto direto na proteção da sociedade. A orientação adequada no manuseio e na resposta a emergências pode evitar agravamento de acidentes, reduzir danos humanos e ambientais e minimizar custos de remediação. Ao oferecer informação técnica qualificada em tempo real, o Pró-Química amplia a capacidade de prevenção e resposta em diferentes contextos, inclusive fora do ambiente industrial.
Sassmaq – sistema de avaliação amplamente reconhecido pela indústria química, que qualifica empresas prestadoras de serviços logísticos. Ao integrar requisitos de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade, contribui para redução significativa de acidentes e fortalecimento da governança operacional nas cadeias de transporte.
Integradas, as três iniciativas formam o sistema GPS – Gpolarol, Pró-Química e Sassmaq – promovendo rastreabilidade, gestão de risco, resposta a emergências e melhoria contínua.
Pioneirismo histórico na gestão de riscos
A indústria química opera sob elevados padrões de controle e gestão de riscos, resultado de uma trajetória histórica marcada pelo compromisso com segurança e conformidade. Suas atividades demandam protocolos rigorosos em processos, transporte, armazenagem e resposta a emergências, consolidando o setor como referência em práticas preventivas e gestão responsável.
Essa cultura não é recente. Na década de 1980, a indústria química global instituiu, de forma voluntária, o Responsible Care®, iniciativa pioneira de melhoria contínua em segurança e gestão ambiental. No Brasil, o programa foi implementado pela Abiquim no início dos anos 1990, sob o nome Programa Atuação Responsável ®, consolidando uma base técnica que, em muitos casos, antecede e supera exigências regulatórias.
Essa experiência acumulada ultrapassa os limites do setor. Protocolos robustos de transporte de produtos perigosos elevam o padrão de toda a cadeia logística. Sistemas estruturados de avaliação reduzem riscos operacionais. Serviços especializados de orientação em emergências ampliam a capacidade de resposta não apenas da indústria, mas da própria sociedade.
Conhecimento que se transfere. Segurança que se compartilha
A participação da Abiquim na II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 reforça que o combate ao crime organizado nos setores produtivos, tema do evento neste ano, exige mais do que repressão. Exige cadeias estruturadas, padrões técnicos elevados, cooperação entre setor produtivo e poder público e cultura de prevenção.
Ao levar sua expertise histórica para o centro do debate nacional, a indústria química reafirma sua contribuição para um país com cadeias produtivas mais seguras, operações mais íntegras e maior proteção à sociedade.
Abiquim – Com 62 anos, a Associação Brasileira da Indústria Química (www.abiquim.org.br) é uma entidade sem fins lucrativos que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A Associação realiza o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha e contribui ativamente para as mudanças na legislação em prol da competitividade e desenvolvimento do setor e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. Ao longo dessas seis décadas de existência representando o setor químico, a Abiquim segue com voz ativa, dialogando com seus stakeholders e buscando soluções para que a indústria química brasileira faça o que vem fazendo de melhor: ser a indústria das indústrias.
Indústria Química
Provedora de matérias-primas e soluções para diversos setores econômicos – agricultura, transporte, automobilístico, construção civil, saúde, higiene e até aeroespacial – a indústria química instalada no Brasil é a mais sustentável do mundo. Para cada tonelada de químicos produzida, ela emite de 5% a 51% menos CO2 em comparação a concorrentes internacionais, além de possuir uma matriz energética composta por 82,9% de fontes renováveis – no mundo, essa média é de 28,6%. Esta marca só foi possível graças a uma série de pesquisas, inovações e melhorias que foram introduzidas pela química ao longo dos anos, paulatinamente, como a eletrificação de equipamentos e produção in loco de energia renovável, bem como a migração de fontes fósseis para insumos alternativos, como o etanol.
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