Investimentos em infraestrutura conectam tecnologia e segurança nas rodovias do Paraná

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Já começaram as obras de modernização da infraestrutura de 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais administradas pela Concessionária Via Araucária, no Paraná. Com previsão de conclusão para fevereiro de 2027, o projeto prevê investimentos da ordem de R$ 30 milhões em conectividade, videomonitoramento inteligente e sistemas autônomos de energia solar, com execução da IPQ, empresa baiana de tecnologia.

Além das obras de infraestrutura, que integram conectividade por fibra óptica e videomonitoramento inteligente, a IPQ também instalou sistemas autônomos de energia solar para garantir o fornecimento de energia aos equipamentos em campo. A solução abrange trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-476, BR-376, PR-418, PR-423 e PR-427.

Para o diretor de operações da IPQ, Heitor Galvão, o projeto evidencia a importância da integração entre diferentes camadas tecnológicas na modernização das rodovias brasileiras. “A conectividade transporta os dados, os sistemas de vídeo permitem acompanhar as condições da via e os recursos de detecção automática ajudam a sinalizar ocorrências para análise das equipes operacionais”, explica.

Ainda segundo ele, os investimentos em tecnologias são de suma importância para garantir a segurança viária. “Com uma infraestrutura planejada, vai ser possível atender às condições operacionais de uma malha rodoviária extensa, com equipamentos distribuídos ao longo dos trechos concedidos”, conclui.

O projeto combina três componentes principais: uma rede de comunicação por fibra óptica, um sistema de circuito fechado de televisão (CFTV) com detecção automática de incidentes (DAI) e pontos de monitoramento alimentados por energia solar fotovoltaica.

Segundo o gestor de obras e projetos da IPQ, Lauro Fontenele, o sistema prevê câmeras com diferentes funções. “Os equipamentos móveis do tipo PTZ permitem acompanhar visualmente os trechos monitorados, com recursos de movimentação e aproximação de imagens. Já as câmeras fixas integradas à detecção automática de incidentes foram especificadas para identificar situações como veículos parados na pista ou no acostamento, circulação na contramão, objetos na via, presença de pedestres ou ciclistas, congestionamentos, fumaça e incêndios”, detalha.

Segundo ele, quando configurados, esses recursos podem gerar alertas para as equipes responsáveis pela operação, contribuindo para a identificação de situações que demandam avaliação e eventual intervenção. As imagens e os eventos são integrados a uma plataforma de gerenciamento de vídeo, com recursos de visualização em tempo real, gravação, consulta e exportação de registros.

Fibra óptica conecta os sistemas

Para sustentar a comunicação entre os equipamentos de campo e a infraestrutura operacional, o projeto prevê uma rede óptica baseada na tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network).

A arquitetura foi dimensionada com dez pontos de concentração óptica, distribuídos entre nove Bases de Serviços Operacionais e a praça de pedágio de São Luiz do Purunã. Ao todo, estão previstos 438 pontos ópticos terminais, destinados ao atendimento do videomonitoramento e de outros ativos de tecnologia utilizados na operação rodoviária.

Além das câmeras, a infraestrutura de comunicação poderá atender equipamentos como painéis de mensagem variável, praças de pedágio, postos de pesagem veicular, unidades operacionais, sistemas de atendimento ao usuário e estações meteorológicas.

Foto divulgação

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