A arte, a música e a inclusão se encontram em uma homenagem especial a um dos maiores nomes da cultura brasileira. Como parte das comemorações pelos seus 58 anos, celebrado no último dia 03, a Apae de Salvador inaugura, nesta quinta-feira (22), às 15h, a exposição “Entre o Tempo e o Rei”, inspirada na turnê de despedida de Gilberto Gil.
A mostra reúne obras produzidas pelos artistas com deficiência intelectual e múltipla atendidos pela instituição e estará aberta à visitação na Loja da Apae, localizada no Piso L3 do Shopping Piedade. Realizada pelo Ateliê Coletivo de Artes Visuais da Apae de Salvador, em parceria com a Arena Fonte Nova e o apoio do Shopping Piedade, a exposição apresenta diferentes interpretações sobre a vida e a obra do cantor e compositor baiano.
Mais do que uma homenagem à sua trajetória, a iniciativa valoriza o talento, a criatividade e a expressão artística de pessoas com deficiência, evidenciando a arte como instrumento de inclusão e protagonismo. Para a presidente da Apae de Salvador, Claudia Rêgo, a exposição traduz a essência do trabalho desenvolvido pela instituição ao longo de quase seis décadas.
“Celebrar os 58 anos da Apae de Salvador com uma homenagem a Gilberto Gil atravessa gerações e desperta sentimentos, a arte produzida pelos nossos artistas revela histórias, talentos e diferentes formas de enxergar o mundo. Cada obra carrega uma identidade, uma expressão única e nos lembra da importância de reconhecer as potencialidades de cada pessoa, criando oportunidades para que sejam vistas, valorizadas e respeitadas”, destaca.
A parceria também reforça a conexão com a trajetória de Gilberto Gil e um dos principais palcos de Salvador. “Temos a honra e a felicidade de enaltecer a importância da trajetória de Gilberto Gil e de suas conexões com a Arena Fonte Nova, por meio dessa parceria com a Apae de Salvador, que une arte, cultura, educação e inclusão”, afirmou Thaise Muniz gerente Comercial, Comunicação e ESG da Arena Fonte Nova.
Olhares que transformam música em arte
Sob a coordenação de Antônio Marques e orientação do educador social em artes, Esrom Pena, os integrantes do Ateliê Coletivo mergulharam em um processo de pesquisa sobre a vida, as canções e as diferentes fases artísticas de Gilberto Gil. O resultado são telas que traduzem, por meio de cores, formas e símbolos, as memórias e emoções despertadas pela obra do músico.
Entre os trabalhos apresentados está Mosaico, de Rodrigo Gabriel, 25 anos, que reúne momentos marcantes da trajetória de Gil, desde o primeiro disco até o show de despedida na Arena Fonte Nova. Já Carlos Henrique, 27 anos, apresenta Engrenagem da Vida, inspirada na canção Tempo Rei, em uma reflexão sobre a passagem do tempo e os movimentos da existência.
A música Domingo no Parque ganhou nova interpretações nas telas de Manuela Lélis, 21 anos, enquanto Lucas Paixão, 42 anos, buscou inspiração nas capas de discos de vinil de Gilberto Gil que integram seu acervo pessoal. As produções revelam como a trajetória do artista dialoga com as experiências, lembranças e percepções de cada participante.
A abertura da exposição contará ainda com apresentações da Companhia de Dança Opaxorô e da Banda Opaxorô, ambas formadas por artistas atendidos pela Apae de Salvador, ampliando a celebração por meio da dança e da música.
Foto Apae de Salvador / Divulgação
