O presidente do União Brasil no estado do Rio de Janeiro, Márcio Canella, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (15). A ação cumpre mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo investigado atua como uma organização criminosa armada que utilizava postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, a rede teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em um período de seis anos.
Os alvos da operação respondem por suspeita dos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
Histórico da operação
Esta não é a primeira vez que Canella é alvo da Polícia Federal na mesma investigação. Em julho deste ano, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, ele havia sido detido em flagrante após os agentes localizarem um fuzil em seu veículo.
A Operação Unha e Carne foi deflagrada originalmente em dezembro de 2025 com o objetivo de apurar o vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais no combate à facção criminosa Comando Vermelho.
Atuação política e institucional
Além de presidir o diretório fluminense do União Brasil, Márcio Canella vinha participando ativamente de eventos de formação do partido. Recentemente, ele foi convidado a palestrar na abertura do curso de pós-graduação da Fundação Índigo — braço acadêmico da legenda, presidido pelo ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do partido, ACM Neto.
Durante a apresentação do evento, ACM Neto elogiou publicamente as iniciativas conduzidas por Canella na área de segurança pública no município de Belford Roxo (RJ), citando a experiência como uma referência para gestões municipais no setor. Na ocasião, Canella também sinalizou a intenção de participar de agendas pelo país ao lado de ACM Neto e do presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, para debater propostas na área de segurança.
Até o fechamento desta reportagem, as defesas dos citados e a direção do União Brasil não haviam se manifestado publicamente sobre a nova prisão. O espaço segue aberto para manifestação.
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