Uma ampla reportagem publicada pelo portal Metrópoles expôs a série de questionamentos judiciais que envolvem pesquisas do Instituto Veritá em diferentes estados brasileiros. O levantamento do site identificou contestações contra pesquisas do instituto em 18 estados somente neste ano, com decisões da Justiça Eleitoral suspendendo a divulgação de levantamentos em diversas ocasiões. Para o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, o histórico revela a falta de credibilidade de números que vêm sendo utilizados pela oposição para tentar influenciar o debate eleitoral.
Segundo a reportagem, apenas no Maranhão e no Paraná o instituto Veritá não teve a divulgação de pesquisa proibida ao menos uma vez em 2026. O Metrópoles também relata casos em que levantamentos apresentaram candidatos em situações incompatíveis com sua realidade política ou partidária, a exemplo do Mato Grosso do Sul, onde Simone Tebet apareceu como concorrente ao Senado pelo MDB mesmo já tendo assinado filiação ao PSB de São Paulo.
Para Rosemberg, diante desse histórico, não há justificativa para que a oposição trate os números do Veritá como retrato fiel da disputa na Bahia. “A oposição fica divulgando uma pesquisa sem a menor credibilidade, como se fosse a verdade absoluta. A própria imprensa nacional está mostrando a quantidade de questionamentos e decisões judiciais envolvendo esse instituto”, afirmou.
O deputado também lembrou o desempenho do Veritá nas eleições de 2022, quando, segundo ele, o instituto apontou a vitória de ACM Neto como praticamente certa. O resultado das urnas, entretanto, foi diferente, com a eleição de Jerônimo Rodrigues para o governo da Bahia.
“Ele só ganha nessas pesquisas mixurucas que não refletem a vontade do povo, que quer Jerônimo por tudo que ele vem fazendo na saúde, educação, infraestrutura e seu combate incansável à violência, que apresenta indiscutível redução nos indicadores”, disse Rosemberg.
O líder do governo avalia que a utilização de levantamentos contestados não substitui a percepção da população sobre os resultados da administração estadual. Para ele, números de institutos precisam ser analisados à luz de seu histórico e da metodologia empregada.
A reportagem do Metrópoles cita ainda outros episódios de pesquisas do Veritá questionadas ou suspensas pela Justiça Eleitoral em diferentes regiões do país, ampliando o debate sobre a confiabilidade dos levantamentos apresentados pelo instituto.
Para Rosemberg, a divulgação desses números pela oposição não altera o cenário que, na sua avaliação, será definido pelo eleitor a partir da avaliação do trabalho realizado pelo governo estadual. “Quem vai decidir é o povo, nas urnas”, concluiu.
clique no link e leia a reportagem do portal Metrópoles sobre o Instituto Veritá: https://www.metropoles.com/colunas/demetrio-vecchioli/instituto-verita-acumula-condenacoes-e-tem-pesquisas-barradas-em-14-estados
foto Divulgação Rosemberg
