Aladilce vai à Escola do Curralinho e rebate Bruno Reis: “Não é fake, a obra está parada”

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O prefeito Bruno Reis até tentou desviar o foco das denúncias e chegou a classificar como “fake news” o abandono da Escola Municipal do Curralinho, prometida há cinco anos para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Porém, nesta sexta-feira (3), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) esteve no local e comprovou o que a gestão municipal tenta esconder: as obras seguem paradas, mesmo após a prefeitura assinar um novo contrato de R$ 6,75 milhões com a mesma empresa que não finalizou a unidade.

Em vídeo gravado em frente ao canteiro de obras, Aladilce rebateu diretamente a declaração do prefeito. “Não é fake, não, prefeito. Eu vim aqui olhar e estou constatando que a obra está parada”, afirmou. A vereadora lembrou que a unidade foi anunciada pelo próprio Bruno Reis como um sonho para as famílias de crianças autistas e que a entrega nunca aconteceu.

Segundo a parlamentar, a demora na conclusão da escola prolonga o sofrimento de pais, mães e responsáveis que aguardam um atendimento especializado para seus filhos. “É só desesperança e mais sofrimento para essas famílias que esperam há tanto tempo”, declarou, ao cobrar mais respeito e atenção às pessoas com TEA.

Aladilce também questionou a decisão da Prefeitura de Salvador de rescindir o contrato com a empresa responsável pela obra e, depois, firmar um novo acordo com a mesma construtora. “É preciso transparência. O prefeito precisa explicar o que há por trás de um contrato que foi rescindido com uma empresa e depois a mesma empresa foi recontratada para continuar uma obra que está paralisada”, disse. Ela ressaltou ainda que o empreendimento conta com recursos do Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e defendeu que a gestão municipal preste contas à sociedade sobre os sucessivos atrasos.

Abandono da unidade

A Prefeitura de Salvador, comandada por Bruno Reis e apresentada por ACM Neto como exemplo de gestão, voltou a contratar a empresa que não concluiu a Escola Municipal do Curralinho, após pagar mais de R$ 12,5 milhões. O custo da escola já supera R$ 19 milhões, mas a unidade continua fechada e sem atender uma única criança.Anunciada em 2021, a escola deveria ter sido entregue em 2023. Desde então, os repasses à obra encolheram: foram R$ 4,3 milhões em 2023, R$ 2,6 milhões em 2024 e apenas R$ 296 mil em 2025. Diante desse cenário, ACM Neto, que costuma apresentar Salvador como vitrine administrativa de seu grupo político, permanece em silêncio. Para as famílias de crianças autistas, porém, propagandas e discurso não garantem atendimento especializado e não substituem uma escola em funcionamento.

O contraste com o Governo do Estado é apontado por aliados de Jerônimo Rodrigues. Enquanto Salvador acumula atrasos, contrato rescindido e obra inacabada, o governador afirma já ter entregue mais de 100 escolas de tempo integral em diferentes regiões da Bahia.

foto reprodução Instagram

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