Deputado critica impasse da Prefeitura de Salvador com imovel da ABI Bahia

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou duramente o prefeito Bruno Reis e o ex-prefeito ACM Neto pelo impasse entre a Prefeitura de Salvador e a ABI Bahia, que já considera a possibilidade de pedir na Justiça o despejo do município dos imóveis da associação.

No centro da crise está a recusa da prefeitura em corrigir o valor do aluguel, mantido em patamar irrisório, apesar do uso continuado do patrimônio da entidade. A situação se agravou com o acúmulo de uma dívida de pouco mais de R$ 3 milhões, decorrente do descumprimento da cláusula 3 do contrato 014/2013, quadro que levou a ABI a discutir uma medida extrema contra o próprio poder público municipal.

Há 11 anos sem reajuste, o contrato se tornou símbolo do estrangulamento imposto à entidade. Os efeitos já são concretos e devastadores: um terço da equipe foi demitido, o Museu de Imprensa está fechado há mais de dois anos, a Biblioteca Jorge Calmon permanece fechada desde o ano passado e projetos como a Casa de Ruy foram inviabilizados.

Para Robinson, ACM Neto é responsável pela origem do problema e Bruno Reis por sua continuidade. Segundo o deputado, a atual gestão preferiu sustentar o impasse em vez de reparar a distorção contratual e financeira imposta à entidade.

“Estamos falando de uma prefeitura que ocupa imóveis da ABI Bahia, paga um aluguel irrisório e ainda acumula uma dívida milionária por descumprimento contratual. Isso é um verdadeiro atentado contra o exercício da profissão jornalística e contra a liberdade de imprensa”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, a pressão financeira exercida contra a entidade não é casual. “O que ele quer é calar a imprensa para que esta não denuncie os inúmeros desmandos cometidos em sua administração”, disse.

Robinson ressaltou que o episódio ganha contornos ainda mais graves por ocorrer justamente no mês em que se celebra o Dia do Jornalista. “O mais cruel é que isso acontece no mês em que se homenageia a categoria. Em vez de respeito a uma instituição histórica, a prefeitura impõe sufoco financeiro, humilhação e desvalorização”, declarou.

Ao final, o deputado elevou o tom contra a atual e a antiga gestão municipal. “ACM Neto e Bruno Reis transformaram uma obrigação contratual em afronta institucional. Um iniciou esse processo de desrespeito; o outro o mantém. O resultado é esse escândalo: uma entidade histórica da imprensa sendo empurrada a cogitar o despejo da própria Prefeitura de Salvador”, concluiu.


Foto: João Valadares/GOVBA

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