Taxas de juros caem em novembro, segundo Anefac

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As taxas de juros das operações de crédito foram reduzidas em novembro, segundo apurou a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, ANEFAC. Para as Pessoas Físicas, a entidade identificou que todas as taxas de juros foram reduzidas no mês. “A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,76 ponto percentual no ano) correspondente a uma redução de 0,43% no mês (0,60% em doze meses) passando a mesma de 7,03% ao mês (125,98% ao ano) em outubro/2025 para 7,00% ao mês (125,22% ao ano) em novembro/2025 sendo esta a menor taxa de juros desde maio/2025”, diz a nota.

Para as Pessoas Jurídicas, o cenário foi o mesmo com todas as taxas de juros foram reduzidas no mês. “A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,55 ponto percentual no ano) correspondente a uma redução de 0,75% no mês (0,92% em doze meses) passando a mesma de 4,00% ao mês (60,10% ao ano) em outubro/2025 para 3,97% ao mês (59,55% ao ano) em novembro/2025, sendo esta a menor taxa de juros desde maio/2025”.

Taxa de juros x Selic

Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, considerando todas as elevações e reduções da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central desde janeiro/2021, “tivemos neste período (janeiro/2021 a novembro/2025) uma elevação da Selic de 13,00 pontos percentuais (elevação de 650,00%) de 2,00% ao ano em janeiro/2021 para 15,00% ao ano em novembro/2025. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 32,63 pontos percentuais (elevação de 35,24%) de 92,59% ao ano em janeiro/2021 para 125,22% ao ano em novembro/2025”.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma elevacão de 18,35 pontos percentuais (elevação de 44,54%) de 41,20% ao ano em janeiro/2021 para 59,55% ao ano em novembro/2025.

Perspectivas para os próximos meses

Miguel José Ribeiro de Oliveira, disse que, tendo em vista o fato do Banco Central ter paralisado as elevações da Taxa Básica de Juros (Selic) e sinalizado que “a mesma vai ser mantida nos próximos meses, isto deve contribuir para que as taxas de juros fiquem estáveis nos próximos meses”, conclui.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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