Tarifas devem subir 5,4% em média no ano, indica TR Soluções

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As tarifas residenciais de energia devem registrar alta média de 5,4% em 2026, conforme projeções da TR Soluções. As estimativas da empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia indicam ainda que, individualmente, as variações vão de uma redução de 22% a um aumento superior a 30%.

Os cálculos foram feitos com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE) aplicando os procedimentos de regulação tarifária para cada uma das 51 concessionárias de distribuição de todo o Brasil.

Em termos médios por região do Brasil, os consumidores da região Sul são os que perceberão o maior aumento médio, de quase 10%, seguido pelos do Sudeste (8%), Norte 3,65%, Centro-Oeste com 1,41% e Nordeste com 0,30%, segundo projeções.

Em média, a variação positiva mais significativa das tarifas está associada ao aumento dos custos de transmissão, que deve sofrer um acréscimo importante. “Essa previsão é reflexo das tarifas de transmissão já definidas para o ciclo 2025/2026 e cujo aumento médio de 12% já é certo para os consumidores atendidos pelas concessionárias que passam por reajuste tarifário no primeiro semestre, mas com aumento menor projetado para as empresas com reajuste no segundo semestre”, explica o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa.

Por outro lado, em média, os dois elementos mais importantes da tarifa – o custo do serviço de distribuição e de compra de energia – devem crescer abaixo da inflação. Esse alívio está associado em primeiro lugar ao aumento do rol de consumidores responsáveis pelos custos associados ao subsídio da CDE GD – a Lei nº 15.269/2025 estabeleceu que os consumidores livres também devem arcar com o subsídio.

Além disso, o fim do suprimento da maioria dos contratos do chamado leilão emergencial, que contratou energia para enfrentamento da crise de 2021, deve proporcionar uma redução de quase R$ 2 bilhões de receita fixa de energia de reserva. O efeito dessa redução recai como alívio ao Encargo de Energia de Reserva (EER).

Quanto aos consumidores livres, a alteração no critério de rateio dos custos da energia das eletronucleares Angra 1 e Angra 2, por determinação da Lei 15.235/2025 (conversão da MP 1.300/2025) deve ser o grande vilão, já que eles deverão perceber um acréscimo de cerca de R$ 10/MWh ao participarem do rateio dos custos da energia nuclear.

Foto Pexels

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