Após o anúncio oficial de Ronaldo Caiado como o pré-candidato ao Planalto pelo PSD, um grande desafio se apresenta internamente para o partido de Kassab: Caiado precisa reunir apoio interno. O lançamento da candidatura do ex-governador de Goiás foi ignorado por governadores e por candidatos aos governos estaduais da legenda. Outro ponto nada animador é que as alas já estão alinhadas tanto com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto com Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
A vinda de Caiado cai por terra com a promessa de terceira via e fim da polarização no país, isto por conta do alinhamento político de Caiado junto ao ex-presidente Bolsonaro.
Frustração
No interno vale lembrar que a escolha de Caiado caiu como balde de água fria, frustrando nomes como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que trocou o PSDB pelo PSD. O gaúcho chegou a afirmar que a decisão da legenda mantém o ambiente de divisão no país e sua ausência foi sentida no lançamento da pré-candidatura de Caiado.
A ausência de manifestação nas redes sociais também foi sentida entre outros governadores como : Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais).
Mitidieri já declarou apoio a Lula. Lyra migrou do PSDB para o PSD em busca de aproximação do petista, que é aliado do rival João Campos no estado. Simões, deve apoiar Zema.
O silêncio é visto como estratégia política pelos grandes nomes da legenda que almejam disputar os governos estaduais neste ano. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi um deles pois busca aliança com o PT para conseguir governar o Rio de Janeiro. O PT já oficializou apoio aos candidatos do PSD aos governos do Amazonas e Mato Grosso.
Foto Senado Federal
