Alessandra Nascimento – jornalista, editora site Café com Informação
A decisão da Suprema Corte dos EUA classificando como ilegais as tarifas que Donald Trump vinha impondo ao comércio internacional desde que assumiu o posto de presidente dos EUA foi um verdadeiro banho de água fria no mandatário daquele país.
Usar política tarifária como instrumento de pressão para conseguir impor unilateralmente sua vontade sem se preocupar com as responsabilidades que decisões desse tipo geram desde desemprego a fechamento de negócios não parece ser uma preocupação de Donald Trump.
Ele, que teve seu nome envolvido num dos maiores escândalos do planeta – Arquivos Epistein – uma suposta rede de tráfico sexual e favorecimentos. Para Trump, o homem que se acha acima de tudo e de todos, ouvir um não deve ter lhe doídoa alma.
Vergonha e ultraje um país do tamanho dos EUA ter um mandatário que chama de “estratégia política” intimidação comercial para obter vantagens em negociações que “favorecem unicamente os EUA”.
Um governo cercado de polêmicas, que invade nações, se intromete na politica de terceiros países, gera incertezas e instiga ódios.
A Groelândia, a Venezuela, a situação emblemática com países europeus, tradicionais aliados até então. Parece que o que vemos é a política do caos encabeçada por um homem que acredita ser ungido (só não sei por quem) que se sente o próprio “dono do mundo”.
As questões que se seguem agora com a decisão da Justiça dos EUA e que merecem atenção são: possibilidade das empresas reaverem o valor excedente pago com o tarifaço? Como será a política a ser adotada por Trump daqui para a frente? Qual será o novo país a ser alvo da política externa de Trump?
Ainda é cedo para comemorar qualquer decisão vinda de um país que tem, nos últimos tempos, dado sinais que insegurança jurídica e destempero na condução das relações entre nações.
E encerro este artigo lembrando o icônico show de Bad Bunny no Super Bowl deste ano. Cantando em espanhol, levando a cultura latina para a grande vitrine do esporte norte-americano e mostrando que a importância da união entre os povos. União essa que precisa ser celebrada e fortalecida, sobretudo contra o preconceito disfarçado de nacionalismo ultrapassado que prende crianças quando voltam da escola para expulsar suas famílias de suas casas sob a égide do medo e da humilhação.
Foto Engin_Akyurt/Pixabay
