A adesão dos segmentos industrial e comercial ao mercado livre de energia elétrica segue em crescimento. Em novembro de 2025, 95% de toda a eletricidade consumida pelas indústrias brasileiras foi contratada no ambiente competitivo, contra 93% no mesmo mês do ano anterior. No caso do comércio brasileiro, 47% de toda a eletricidade consumida em novembro de 2025 foi obtida no mercado livre de energia, contra 41% um ano antes.
Os números fazem parte da última edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Abraceel que mostra o panorama mensal do mercado livre de energia no Brasil, elaborado com base nos indicadores mais recentes divulgados por diversas instituições e consultorias.
Os números da participação do consumo de energia elétrica da indústria e do comércio no mercado livre referem-se a empresas que a recebem em alta tensão. As que recebem eletricidade em baixa tensão poderão, de acordo com a Lei 15.269/2025 acessar o mercado livre em até 24 meses após a sanção da lei.
Sancionada em novembro de 2025, a Lei 15.269/2025 beneficiará cerca de 6 milhões de pequenos comércios e 400 mil pequenas indústrias que consomem energia em baixa tensão, conforme estudo realizado pela Abraceel em 2024.
Em novembro de 2026, o mercado livre de energia registrou 82.958 unidades consumidoras, 21.547 novas unidades consumidoras em 12 meses, um crescimento acumulado de 35%.
São Paulo é a unidade da federação com a maior quantidade de unidades consumidas de energia no mercado livre (26.215), seguido pelo Rio Grande do Sul (7.567) E Paraná (7.428).
O mercado livre de energia responde por 43% de toda a energia elétrica consumida no país – o número considera a carga total do Brasil, incluindo perdas.
Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
