Em dezembro de 2025, o Índice Nacional da Construção Civil chegou a 0,51%, uma taxa 0,26 ponto percentual (p.p.) superior à de novembro (0,25%). No ano, o índice acumulou alta de 5,63%, superando em 1,65 p.p. o acumulado em 2024 (3,98%). São informações do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), calculado mensalmente pelo IBGE.
Em valores, o custo nacional da construção, por metro quadrado, chegou a R$ 1.891,63 em dezembro, sendo R$ 1.078,39 relativos aos materiais de construção e R$ 813,24 relativos aos custos com mão de obra.
A parcela dos materiais variou 0,27%, ficando 0,11 p.p. menor que a taxa do mês anterior (0,38%) e 0,06 p.p. abaixo da taxa de dezembro de 2024 (0,33%).
Já a mão de obra variou 0,83%, subindo 0,74 p.p. ante o mês anterior (0,09%) e 0,77 p.p. frente a dezembro de 2024 (0,06%). Um acordo coletivo observado no período contribuiu para essa alta.
O resultado acumulado em 2025 foi de 4,20% nos materiais e de 7,63% em mão de obra. Em 2024, a parcela dos materiais havia fechado em 3,32% e a mão de obra, em 4,90%. Para Augusto de Oliveira, gerente da pesquisa, “em dezembro de 2025, as parcelas dos materiais e da mão de obra aceleraram frente a 2024. No entanto, a diferença de 2,73 pontos percentuais na taxa da mão de obra se deve, principalmente, aos acordos coletivos em Minas Gerais, estado com peso no setor da construção”
Centro-Oeste fecha o ano com a maior alta (6,27%) entre as grandes regiões
Entre as cinco grandes regiões do país, os valores por metro quadrado em dezembro de 2025 foram: R$ 1.943,65 (Norte); R$ 1.756,96 (Nordeste); R$ 1.942,83 (Sudeste); R$ 2.021,12 (Sul) e R$ 1.912,36 (Centro-Oeste).
O Sudeste teve a maior variação em dezembro (0,97%), devido às altas observadas em seus quatro estados e ao acordo coletivo firmado em Minas Gerais. A segunda maior variação em dezembro foi do Centro-Oeste (0,39%), com Nordeste (0,27%), Sul (0,09%) e Norte (0,07%) a seguir.
Em 2025, o Centro-Oeste acumulou a maior alta no ano (6,27%), enquanto a região Norte apresentou a menor (4,62%). A região Norte foi a única com redução no acumulado, frente a 2024 (-0,19 p.p.). Já a maior alta deste indicador foi no Centro-Oeste (3,74 p.p.).
Mato Grosso acumulou a maior alta (3,34%) em 2025
Entre as 27 unidades da federação, a maior taxa para dezembro de 2025 foi de Minas Gerais (3,34%), que apresentou alta nos custos com mão de obra e nos materiais de construção. No outro extremo, Santa Catarina teve a menor taxa (-0,08%).
Já no acumulado do ano, Mato Grosso foi o estado com a maior taxa (8,05%) e Amazonas teve o menor acumulado em 2025 (3,74%). Augusto observa que “mesmo não apresentando as maiores taxas nos acumulados para materiais e mão de obra, Mato Grosso registrou a maior variação acumulada no ano, 8,05%. Nos resultados desagregados, esse estado teve uma variação de 7,13% na parcela da mão de obra e 4,31% na parcela dos materiais”.
Foto: Prefeitura de São José dos Pinhais/Ascom IBGE
