Após os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio entre Irã, EUA e Israel, que inclusive afetou países vizinhos como Dubai, Líbano, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e Arábia Saudita, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) emitiu alerta sobre o aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio e os impactos ao mercado de óleo e gás, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde circula diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã. Um resultado esperado é a alteração do patamar de preços do petróleo e do gás natural.
“Eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas disrupções, afetando prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão. A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem”, diz a nota.
O IBP revela que, neste cenário, o Brasil se apresenta como um fornecedor seguro e confiável em um ambiente de negócios estável, além de oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono. O IBP destaca que o país vem aumentando sua produção, é o 9º maior exportador mundial e já destina 67% de seu volume exportado de petróleo para a Ásia.
“Diante das instabilidades geopolíticas, o IBP ressalta também a importância do Brasil manter investimentos constantes em exploração e produção para a descoberta de novas fronteiras — como a Margem Equatorial — para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para se evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década”.
Foto Reprodução Youtube/Metropoles
