O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE recuou 2,5 pontos em fevereiro, para 91,5 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,8 ponto.
“Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas. Será que essa dinâmica vai se reproduzir em 2026? A queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro. No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário. Por outro lado, as fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra atingindo patamares historicamente elevados. Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
O ICST de fevereiro refletiu piora no Índice de Situação Atual (ISA-CST) e no Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST recuou 2,4 pontos, para 91,0 pontos, e o IE-CST decresceu 2,5 pontos, para 92,1 pontos.
Os dois componentes do ISA-CST também recuaram: o indicador de situação atual dos negócios a recuou 2,4 pontos, chegando aos 89,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos decresceu 2,5 pontos, para 92,4 pontos. Do lado dos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou queda de 2,8 pontos, alcançando 94,4 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve queda de 2,2 pontos, atingindo 89,8 pontos.
O NUCI da Construção teve uma leve queda de 0,3 ponto percentual (p.p.), para 77,1%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos tiveram movimentos distintos, Mão de Obra crescendo 0,3 para 78,7% e Máquinas e Equipamentos recuando 1,3 p.p., para e 71,7%.
Escassez de mão de obra atingiu maior nível desde fevereiro de 2011
Apesar da recente queda na confiança do setor, os empresários da construção continuam enfrentando dificuldades na contratação de mão de obra qualificada. Em fevereiro, 41,6% assinalaram que essa escassez tem sido um fator limitativo para melhoria dos seus negócios. Esse foi maior valor observado para o mês de fevereiro desde 2011. Além disso, esse também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, para 22,9% das empresas.
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