Brasil chega a 47 milhões de empreendedores e perfil digital e multicarreira ganha espaço em 2026

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O conceito de atuação profissional passou por transformações estruturais nos últimos anos e, em 2026, ganha força um novo perfil: digital por natureza, multicarreira por escolha e cada vez mais distante de jornadas fixas. Esse perfil combina diferentes frentes de atuação, organiza sua rotina a partir do ambiente online e busca autonomia para definir ritmo, agenda e prioridades pessoais.

Esse movimento também aparece nos indicadores mais recentes de empreendedorismo no país. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024), o Brasil alcançou o maior índice dos últimos quatro anos e reúne cerca de 47 milhões de pessoas envolvidas com um negócio próprio. O avanço foi impulsionado especialmente pelo crescimento dos empreendedores já estabelecidos, com mais de três anos e meio de atividade, o que posicionou o país entre os destaques globais.

Embora os 47 milhões incluam diferentes perfis e setores, parte desse movimento encontra na Venda Direta um modelo alinhado ao ambiente digital e à possibilidade de combinar diferentes frentes de atuação. Em 2024, o segmento movimentou R$50 bilhões, com crescimento de 6,3%, mantendo o Brasil como a sétima maior potência mundial e líder na América Latina, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). São mais de 3 milhões de pessoas atuando no setor, das quais 60% são mulheres.

Esse movimento ganha força com o uso intensivo de tecnologia. Dados da ABEVD revelam que 80% dos empreendedores declaram utilizar o WhatsApp para realizar suas vendas, enquanto 71,3% apontam as redes sociais como sua principal vitrine e canal de relacionamento.

Para Adriana Colloca, presidente da ABEVD, essa mudança não é conjuntural, mas de comportamento. “Hoje, as pessoas constroem sua rotina combinando diferentes frentes de atuação. O digital ampliou as possibilidades de conexão e organização, e a Venda Direta acompanha esse novo momento ao oferecer autonomia, proximidade com o consumidor e um modelo que se ajusta a cada fase da vida”, afirma.

A diversidade de categorias também contribui para a resiliência do setor. Cosméticos e cuidados pessoais representam 42,7% das vendas, seguidos por roupas e acessórios (18%), saúde e nutrição (10%), produtos para a casa e utensílios (8,8%), além de telecomunicações, alimentos e outras frentes, o que permite diálogo com públicos variados e atuação em diferentes nichos.

A combinação entre digitalização, multicarreira e novas formas de geração de renda indica que 2026 tende a ser marcado por escolhas mais flexíveis e maior protagonismo individual. Nesse contexto, a Venda Direta conecta pessoas e possibilita transformar redes, conteúdo e relacionamento em geração de renda sustentável.

Foto Freepik

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