Artistas realizam espetáculo para
arrecadar fundos para tratamento de câncer da atriz Christiane Veigga

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A força transformadora da arte vai se materializar no palco mais uma vez. No próximo dia 16 de dezembro, o público está convidado a viver uma experiência sensível, potente e profundamente humana com o espetáculo “Atrizes” e “Danço para Minha Mãe”. A dupla apresentação acontece no Teatro Molière, na Ladeira da Barra, às 20h, e terá a renda integralmente revertida para o tratamento de Christiane Veigga, que há 6 anos recebeu diagnóstico do câncer de mama e em 2023 a notícia de um câncer metastático.

“Eu agradeço profundamente à Chris Veigga pela sua parceria, grandeza e dignidade. Não é fácil para ela continuar neste projeto. Essa será a nossa primeira apresentação de 2025. Íamos estrear no inicio do ano e não foi possível. A peça é uma ode à vida! A arte é pulsão e nos convoca o tempo inteiro à vida”, define Cristina Leifer.

Mais do que uma apresentação, o espetáculo será um gesto coletivo de cuidado e amor à arte. O palco do Teatro Molière receberá com humor e poesia a história das duas atrizes. A montagem “Atrizes” nasce das vivências intensas que ambas atravessaram durante a pandemia, transformando suas inquietações diante do luto e do diagnóstico de um câncer em uma comédia absurda, revelando o absurdo da existência humana. E a inspiração de Cristina Leifer para conceber “Danço para minha mãe” nasceu em 2022 ainda vivendo o luto pela morte da sua mãe ocorrida em 2019. Cris Leifer escreveu a peça poética a partir da sua experiência com a sua mãe em estado “vegetativo” dentro de uma clínica de reabilitação e cuidados paliativos.

O espetáculo já passou por espaços importantes em Salvador, como Aliança Francesa e Casa Rosa. Em todas as apresentações, o público foi convidado a participar ativamente da experiência — as atrizes rompem com humor e leveza a quarta parede do teatro e dialoga com a plateia sobre temas como o tempo, a perda e o sentido de existir. A obra traz à cena memórias, vínculos familiares e afetos que moldam a trajetória de mulheres que transformaram dor em movimento. Com improvisos e muita verdade em cena, as duas atrizes fazem das cicatrizes pessoais combustível para o processo de criação. E de reinvenção dentro e fora do placo. Revelam como corpo e voz podem ser ferramentas de cura — não apenas para quem assiste, mas também para quem vive a arte como refúgio e resistência.

O espetáculo reúne reflexão com humor, poesia, música, conversa descontraída, realismo, absurdo e muito mais. A apresentação do dia 16 de dezembro tem o objetivo de assegurar os remédios necessários à continuidade do tratamento de Chris Veigga, que enfrenta um câncer metastático. “O tratamento oncológico é caríssimo. Alguns remédios que minimizam os efeitos colaterais da quimioterapia têm custo alto e precisam ser tomados todos os dias. A atriz Christiane Veigga precisa de um apoio solidário para custear esse tratamento. Nossos amigos e o público podem ajudar comprando ingressos, participando da fruição artística ou simplesmente colaborando com a campanha”, convoca Leifer.

Quem já conferiu, como a pedagoga Maria Paquelet, recomenda. “Imperdível! Ao mesmo tempo que levamos um soco no estômago, reconhecemos a importância e a necessidade de ver e ouvir vocês. Sinto uma necessidade de continuação internalizada na gente”.


Foto Divulgação

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