Abimaq registra queda no mês de dezembro para a indústria de máquinas e equipamentos

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas – ABIMAQ – apresentou balanço do setor nesta tarde de quarta-feira, 28. O mês de dezembro de 2025, segundo apresentado em coletiva, registrou retração nos investimentos em máquinas e equipamentos. Houve, no período, queda na aquisição de bens importados e nas compras dos bens produzidos e sobre o consumo no período a entidade apontou R$ 31 bilhões em máquinas e equipamentos, 7,5% abaixo do resultado do mesmo mês do ano de 2024.

As exportações medidas em reais, registraram aumento (+13,2%) em relação a dezembro de 2024.

A receita líquida de vendas caiu 3,0% em relação a dezembro de 2024, alcançando R$ 21,2 bilhões. O resultado de dezembro foi o terceiro negativo consecutivo. O último trimestre do ano a receita do setor recuou 2,8% ante o mesmo trimestre de 2024 mantendo a tendência de desaceleração iniciada no final do primeiro semestre do ano. Em 2025, o setor faturou R$ 298,98 bilhões em máquinas e equipamentos, 7,3% acima do resultado de 2024. Houve aumento tanto nas vendas internas quanto nas exportações, mas foi o mercado doméstico que contribuiu, em maior escala, no melhor desempenho do período.

Apesar da pressão negativa, resultante da atual política monetária, sobre parte importante dos investimentos nacionais, a receita de vendas no mercado doméstico registrou desempenho acima das expectativas em 2025. Mesmo com o recuo de 6,5% no ultimo trimestre de 2025 em
relação ao 4tri24, as receitas líquidas de vendas no mercado interno atingiram R$ 221,68 bilhões, valor 8,4% acima do observado em 2024.

No ano, o melhor desempenho das indústrias de transformação, mas principalmente as extrativas, do setor agrícola e nas obras de infraestrutura viabilizou investimentos, tanto em bens produzidos localmente, quanto importados.

Exportações

As exportações de máquinas e equipamentos atingiram US$ 1,43 bilhão em dezembro de 2025, crescimento de 12,6% em relação ao mês anterior e de 30,2% frente ao mesmo mês de 2024. Em 2025, após o recuo de 7,8% registrado em 2024, o setor registrou crescimento de 5,0%. Houve, no período, aumento na quantidade exportada que, aliado ao crescimento das vendas para países da América Latina e Europa, compensou as perdas decorrentes da desaceleração do mercado norte-americano e queda dos preços internacionais.

O melhor desempenho das exportações em relação ao mês de novembro atingiu seis dos sete grupos setoriais. Com destaque para o forte crescimento das exportações de máquinas para bens de consumo e para petróleo. No acumulado do ano de 2025, dentre os setores com melhora nas vendas externas, se destacaram os fabricantes de máquinas para infraestrutura, agricultura e de componentes direcionados para extração de petróleo.
Por outro lado, houve, no ano, queda nas exportações de equipamentos para indústria de transformação (fornos, moldes, equipamentos para solda, controle de qualidade e outros).

Em dezembro de 2025 houve melhora de 12,6% nas exportação, mas vale ressaltar que novembro25 havia registrado retração de 14,4%, trata-se, portanto, de recuperação parcial da queda observada no mês anterior. No ano, o crescimento de 5% também resultou de recuperação parcial no resultadas das exportações. Em 2024 o setor registrou recuo de 5,7% nas vendas ao exterior . Apesar da queda de 9,1% nas vendas para os Estados Unidos, em razão do aumento na alíquota do imposto de importação de máquinas brasileiras, o aumento de 38,4% nas exportações para a Argentina, de 74,3% para Singapura, de 17% para o Chile e de 22,5% para o Peru, resultaram em crescimento nas exportações.

Em razão deste resultado, os Estados Unidos que até 2024 eram responsáveis por 27% do total das exportações de máquinas brasileiras, em 2024 passaram a representar 23% do total.

Importações

As importações de máquinas e equipamentos registraram forte crescimento no mês de dezembro e atingiram novo recorde mensal, US$ 2,95 bilhões.
No ano, as importações somaram US$ 32,17 bilhões, valor 8,3% superior ao registrado em 2024 e também o maior nível da história do país. Após as crises de 2015-2016 e da pandemia da Covid-19 em 2020 o movimento de substituição da produção nacional por bens importados ganhou força.
Ente movimento elevou o déficit na balança comercial de máquinas e equipamentos do país de uma média de US$ 8 bilhões naquele período para mais de US$ 18 bilhões em 2025, um aumento de mais de 120% em 15 anos. Considerando apenas os dois últimos anos (2024-2025) a piora no déficit da balança comercial foi de quase 45%.

No mês de dezembro o aumento nas importações foi generalizado. Os maiores crescimentos foram observados nos bens direcionados ao setor de óleo e gás, de bens de consumo e nas importações de componentes. No ano o crescimento médio foi de 8,3%, com expansão em seis das sete atividades econômicas mapeadas. Destacaram-se os aumentos nas importações de máquinas para infraestrutura, para bens de consumo e para a indústria de transformação.

As importações de máquinas e equipamentos, em 2025, representaram 46% do consumo nacional, proporção semelhante à observada em 2024, mas quase o dobro da participação observada antes de 2014.

As importações de dezembro não tiveram mudanças de trajetória. A China se manteve como principal origem, seguida por EUA e Alemanha.
No acumulado do ano (JanDez2025), a China também continuou com participação elevada no total importado pelo país (32,5%). Houve no período crescimento de 12,1% das importações da China em relação a 2024, o que ampliou, novamente, a sua distância em relação aos tradicionais
fornecedores de máquinas e equipamentos no Brasil. Os dados históricos evidenciam uma ampliação contínua da presença de máquinas importadas no mercado brasileiro puxada predominantemente pela indústria chinesa.

Foto: Reprodução Youtube

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